O prazer do Senhor é ser nosso amigo

iG Minas Gerais |

A Igreja é prazerosa, os irmãos são prazerosos, tanto que Jesus chamou os seus discípulos e disse: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jo 15.15 – grifo meu). Existem muitos que querem ser servos, mas o desejo maior de Jesus é ser nosso amigo. Amigo gosta de se encontrar com amigo, e todos precisam de amigos. Sempre vejo um grupo de amigos, a mesma turma, sentado em uma mesma de bar. Eles se reúnem nesse local há anos, e passam horas conversando, batendo papo, dando risadas. Infelizmente, muitos de nós que estamos na igreja não nos relacionamos assim, como esse grupo, que há tanto tempo preserva uma linda amizade. Obviamente, não vamos para um bar beber, mas podemos ir a tantos lugares, cultuar e adorar ao Senhor juntos. Mas como vemos, abraçamos e beijamos Jesus? Cristo disse: “Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer” (Mt 25.45). Sempre que você abraça e beija um irmão, você está abraçando e beijando Jesus. Esse deve ser o nosso entendimento. O amigo vira irmão, porém, o drama de alguns é desejar ser primeiramente irmão para depois ser amigo. Eu quero colocar em seu coração um texto de Provérbios. O livro de Provérbios enaltece a verdadeira amizade, quando diz: “Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Em todas as estações da vida, ama o amigo. Todos nós passamos por estações na nossa vida, por angústias tão terríveis, mas se tivermos amigos esses momentos podem ser mais leves, e precisamos ser amigos também. E o amigo não é para ser amigo a vida toda; há um momento em que ele deixa de ser amigo e passa a ser irmão. Nós vivemos um grande drama, porque temos o hábito de chamarmos muitas pessoas de irmãos e não sermos amigos dos irmãos. Você precisa ter amigo que vire irmão, tal como lemos em Provérbios 18.24: “O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão”. Vemos o exemplo de Jesus. Multidões o seguiam; quando Ele foi assunto aos céus, 500 estavam presentes e, no dia de Pentecostes, 120 estavam lá. Jesus mandou 70 discípulos para pregarem; desse grupo, Ele havia escolhido 12. Dos 12, Ele tirou três e, dos três, Ele tinha um mais chegado a Ele, que era João. Uma herança que vem como um legado de nossos pais é o que está escrito em Provérbios, capítulo 27, verso 10: “Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai [...]”. Não sei se você vivencia isso, mas coisa linda de se ter é um amigo de família, aquele que foi ou é amigo de seu pai, e hoje também é seu amigo. Isso é um presente que ganhamos. Sentar e ouvi-lo contar histórias de seu pai, vê-lo se alegrar com a trajetória da vida de vocês. Sentir um carinho e uma lealdade que dinheiro nenhum do mundo paga. O amigo pode ser a pessoa que oferecerá o próprio rim para um transplante, no caso de ser compatível, a doar o sangue, a dividir um prato de comida. A Igreja pode ser vista, ou, pelo menos, deveria, como uma reunião de amigos, e o que nos une a ela não é a carteirinha de membro, mas o vínculo do amor. Amigo é aquele que chora conosco. Lázaro já havia morrido há quatro dias e Jesus chorou. Palavras não enxugam as nossas lágrimas, mas quando o outro chora conosco as nossas lágrimas são enxutas. É por isso que a Palavra diz que o Senhor enxugará de nossos olhos toda lágrima (Ap 21.4). Deus quer ter prazer em nós e conosco. E será que Deus precisa de amigo? Mas Ele nos deixou o exemplo. Amigo é presente, e temos prazer em estar perto dele. Que possamos preservar dia após dia nossa amizade com o Senhor. Deus os abençoe!

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