França reconhece um francês entre jihadistas de facção terrorista

Maxime Hauchard é uma das três pessoas que aparecem no vídeo que mostra a execução do refém americano Peter Kassig, segundo serviço secreto francês

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

This undated photo provided by the Kassig Family shows Peter Kassig delivering supplies for Syrian refugees. A new graphic video purportedly produced by Islamic State militants in Syria released Sunday Nov. 16, 2014 claims U.S. aid worker Kassig was beheaded. (AP Photo/Courtesy Kassig Family)
AP
This undated photo provided by the Kassig Family shows Peter Kassig delivering supplies for Syrian refugees. A new graphic video purportedly produced by Islamic State militants in Syria released Sunday Nov. 16, 2014 claims U.S. aid worker Kassig was beheaded. (AP Photo/Courtesy Kassig Family)

O serviço secreto francês identificou nesta segunda (17) como Maxime Hauchard uma das três pessoas que aparecem no vídeo que mostra a execução do refém americano Peter Kassig pela facção radical Estado Islâmico.

O procurador François Molins disse que Hauchard já estava no "radar" das autoridades francesas desde que viajou à Síria em 2013. Ele disse que um outro cidadão francês também pode estar entre os combatentes que aparecem no vídeo.

Segundo o canal BFM TV, Maxime primeiro foi para a Mauritânia para trabalhar em uma escola, e que de lá tentou entrar no Mali, onde estava sendo realizada a operação francesa para combater os jihadistas que ocuparam uma parte do país. Mas devido às dificuldades para entrar no país, desistiu. De volta à França, e diante do crescimento do EI, o jovem viajou para a Síria passando pela Turquia e participou, entre outras missões, da conquista de Mossul, no Iraque.

Maxime pode ser julgado por assassino e terrorismo caso volte para o seu país de origem. Ele foi identificado com base em fotos que posta nas redes sociais nas quais aparece armado.

Britânico

O pai que havia sugerido que seu filho britânico de 20 anos poderia figurar entre os jihadistas que aparecem no vídeo da decapitação recuou e afirmou à BBC que não se trata dele. Ahmed Muthana, 57, havia declarado ao jornal "The Daily Mail" que um dos jihadistas do vídeo da execução e de 18 homens parecia ser seu filho, Nasser.

Contatado pela BBC, Muthana indicou, no entanto, que não era seu filho. "Não parece com ele, há muitas diferenças. Este tem um nariz maior, e meu filho tem um nariz chato", afirmou, vendo o vídeo. O britânico havia sido identificado pelo pai em entrevista ao jornal "Daily Mail". "Não tenho certeza, mas parece ser meu filho", dissera Ahmed.

Seu filho é Nasser Muthana, um estudante de medicina originário de Cardiff, no País de Gales. O jornal britânico publicou partes do vídeo mostrando seu rosto. O vídeo de 15 minutos divulgado no domingo (16) mostra a decapitação de ao menos 14 homens identificados como pilotos do Exército sírio, além do voluntário Kassig.

Muthana teria ido para a Síria, onde se encontrou com seu irmão mais novo, Aseel, de 17 anos, segundo a BBC. "Estou pronto para morrer", teria dito Aseel em uma entrevista oline com a rádio inglesa. Ele acrescentou que não se importava com o que a família e os amigos pensavam dele. Outro britânico que se uniu aos jihadistas, chamado de "Jihadi John", ficou conhecido por aparecer mascarado nos vídeos de decapitação de outros quatro ocidentais -dois jornalistas americanos e dois voluntários britânicos.

A inteligência britânica estima que mais de 500 cidadãos do país estejam envolvidos com extremistas na Síria e, potencialmente, no Iraque.

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