INSS pode ficar sem metade dos funcionários em três anos, diz TCU

Diagnóstico feito pelo Tribunal de Contas da União com parcerias nos Estados identificou 15 principais problemas nos vários setores do país

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O INSS poderá ficar, num prazo de 3 anos, sem metade de seus servidores. Esse é um dos 15 principais problemas apresentados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em seu diagnóstico sobre os principais gargalos do país.

O trabalho foi feito em parceria com tribunais de contas de Estados e municípios e foi apresentado nesta segunda (17) no seminário Pacto Pela Boa Governança. Foram identificados os três principais problemas de gestão em cinco áreas: saúde, educação, segurança, previdência e infraestrutura.

O TCU ficou responsável pela identificação dos problemas no governo federal. E, no caso da previdência, foi identificado que o INSS está com seu quadro de pessoal desatualizado e que, se não for renovado, há risco de descontinuidade no atendimento do órgão.

Além desse problema, para o TCU, o atual Regime Geral da Previdência é insustentável. "É uma bomba relógio", afirmou o ministro Augusto Nardes, presidente do TCU, sobre a falta de recursos para continuar pagando as aposentadorias no futuro.

Na área de segurança, o TCU identificou como problemas a "ausência de formalização das políticas de segurança", "vulnerabilidade das fronteiras" e "falta de integração entre os órgãos de segurança". Segundo Nardes, cerca de 20% das instituições policiais não se comunicam com outras nem mesmo dentro de seus estados.

No setor de educação, os gargalos apontados foram a "deficiência no aparelhamento da rede pública", a "falta de definição de padrões mínimos de qualidade no ensino médio" e "evasão no ensino técnico".

O TCU também apontou que na área da saúde um dos gargalos é a "falha na regulação dos preços de medicamentos". Também foi identificada "desigualdade na prestação de serviços" e "deficiências na gestão de Recursos Humanos e materiais".

Já na Infraestrutura, o TCU voltou a condenar a qualidade dos projetos o que, para o presidente do órgão, leva a falhas e atrasos nas obras públicas. O TCU também apontou que o país tem infraestrutura deficiente para escoar a safra agrícola e os atrasos nas obras do setor elétrico como problemas no setor.

São Paulo

Em parceria com o TCE (Tribunal de Contas do Estado), foram apresentados os principais gargalos nessas mesmo cinco áreas do estado.

Em segurança pública, os problemas apontados foram "vulnerabilidade na polícia técnica e do instituto de identificação" e "deficiências na estatísticas de inquéritos policiais". Já na saúde, foram constatados problemas na infraestrutura, no programa Rede de Proteção à Mãe Paulista e nas AMEs (Ambulatórios Médicos Especializados).

Na educação, os auditores apontaram que o governo subutiliza dados do Saresp para o planejamento e falhas no Transporte Escolar e na acessibilidade das escolas. E na infraestrutura, foram apontados problemas no programa Melhor Caminho, de construção de estradas.

 

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