Líderes de estudantes de Hong Kong são impedidos de viajar a Pequim

Alex Chow, dirigente da federação, Nathan Law e Eason Chung pretendiam ir a Pequim para discutir com representantes do regime chinês "a reforma política"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Três líderes dos movimentos estudantis de Hong Kong denunciaram no sábado (15) que foram impedidos de pegar um voo para Pequim, onde pretendiam pedir mais democracia ao regime comunista.

Os dirigentes da Federação de Estudantes de Hong Kong, líderes do movimento que paralisa há mais de seis semanas vários bairros da ex-colônia britânica, disseram à agência francesa AFP que funcionários da companhia aérea Cathay Pacific os informaram sobre o cancelamento de sua autorização para embarcar.

"Eles não conseguiram os documentos exigidos para viajar", declarou à imprensa o número dois da federação de estudantes, Lester Shum, em referência à autorização emitida por Pequim que permite aos cidadãos de Hong Kong viajarem para a China continental.

Alex Chow, dirigente da federação, Nathan Law e Eason Chung pretendiam ir a Pequim para discutir com representantes do regime chinês "a reforma política" e "a questão de um país, dois sistemas", explicou em um comunicado o órgão estudantil.

Os manifestantes pró-democracia pedem a Pequim o sufrágio universal pleno em 2017, quando será eleito o novo chefe do governo de Hong Kong, e exigem a renúncia do atual governante. O número de pessoas presentes nos protestos tem caído nas últimas semanas, mas elas ainda ocupam importantes passagens de trânsito da cidade.

Desalojamento

A polícia de Hong Kong vai começar a desalojar nesta terça-feira (18) os estudantes que há sete semanas protestam nas ruas de Hong Kong.

Em comunicado divulgado em sua página na internet, o governo noticia que irá executar a decisão do Tribunal Superior de Hong Kong, que há uma semana resolveu estender os recursos apresentados sobre duas das três áreas ocupadas.

Com a decisão, o tribunal autorizou a polícia a eliminar os obstáculos que bloqueiam as vias públicas em frente à sede do governo, na região de Admiralty, e em uma área do distrito operário de Mong Kok.

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