Graça diz que volta de presidente à Transpetro depende do executivo

Sérgio Machado, que teve nome citado por ex-diretor em delação premiada, pediu licença não remunerada de 31 dias

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

RJ - PETROBRAS/RESULTADOS OPERACIONAIS - GERAL - Presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster durante divulgação dos resultados operacionais do 3º trimestre de 2014 da Petrobras, em coletiva realizada no Rio de Janeiro (RJ), na manhã desta segunda-feira (17). 17/11/2014 - Foto: MARCELLO DIAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
RJ - PETROBRAS/RESULTADOS OPERACIONAIS - GERAL - Presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster durante divulgação dos resultados operacionais do 3º trimestre de 2014 da Petrobras, em coletiva realizada no Rio de Janeiro (RJ), na manhã desta segunda-feira (17). 17/11/2014 - Foto: MARCELLO DIAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta segunda-feira (17) que a volta do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, à empresa será uma decisão a ser tomada pelo próprio executivo.

Machado, que presidiu subsidiária desde 2003, pediu no último dia 3 uma licença não remunerada de 31 dias do cargo. Ele teve seu nome citado em depoimento em regime de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Costa disse ter recebido R$ 500 mil de Machado relativos a sua suposta participação em esquema de desvio de recursos em contratos de aluguel de embarcações.

Graça afirmou que, se não houver desdobramentos do caso, a volta ou não de Machado ao final do período de 31 dias, que vence no dia 4 de dezembro, será decidida por ele mesmo.

"A decisão do Sérgio Machado [de pedir licença] foi dele. Entendo que ele deverá retornar à Transpetro [ao final do período]. Se esse processo não estiverem concluídos, o Sérgio Machado tomará as decisões que ele achará corretas para a Petrobras", disse.

Histórico

Nascido no Ceará, Machado, que ingressou na política em 1982, chegou à Transpetro em 2003, por indicação do senador Renan Calheiros (PMDB).

Em nota na época em que pediu seu afastamento, Machado disse que tomou a decisão "de forma espontânea", que não responde a processos no TCU (Tribunal de Contas da União) e que não tem contra si qualquer ação de improbidade "admitida na Justiça".

"Apesar de toda uma vida honrada, tenho sido vítima de imputações caluniosas feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, cujo teor ainda não foi objeto sequer de apuração pelos órgãos públicos", afirma.

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