Sem chuva, nível dos sistemas cai ao menos 0,2% nesta segunda-feira

Cinco dos seis reservatórios tiveram queda de 0,2 ponto percentual entre domingo e esta manhã; entre eles, o reservatório Rio Grande foi o que registrou a maior queda, passando de 65,5% para 65,3%

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Sem chuva nos últimos dias, o nível dos seis principais sistemas que abastecem a capital paulista e a região metropolitana de São Paulo registrou queda de acordo com o balanço divulgado nesta segunda-feira (17) pela Sabesp.

Cinco dos seis reservatórios tiveram queda de 0,2 ponto percentual entre domingo (16) e esta manhã. Entre os sistemas, o reservatório de Rio Grande, que atende a 1,2 milhão de pessoas, foi o que registrou a maior queda percentual: 0,3 - passando de 65,6% para 65,3%.

Se fossem unificados, os reservatórios teriam apenas 14,68% de sua capacidade nesta segunda. Quase 19 milhões de pessoas são abastecidas pelos seis sistemas.

O principal reservatório da cidade, o Cantareira tem 10,3% de sua capacidade, que já inclui a segunda cota do volume morto. O sistema atende a 6,5 milhões de pessoas. Em 17 dias, o sistema já teve queda de 1,9 ponto percentual. No dia 1° de novembro, o índice era de 12,2%. Em um ano, o índice do sistema já caiu 22,9 pontos percentuais.

Na represa Guarapiranga, que atende a cerca de 4,9 milhões de pessoas, o índice atinge 34,4% ante 34,6 do dia anterior. O sistema Alto Tietê está com 7% de sua capacidade. O reservatório atende a 4,5 milhões de pessoas.

O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, e o sistema Alto Cotia, que fornece água para cerca de 410 mil pessoas, tiveram queda de 0,2 ponto percentual cada um. Rio Claro tem 35,8% de sua capacidade ante 36%, e Alto de Cotia apresenta índice de 29,1% ante 29,3% do dia anterior.

Reajuste da conta

No dia 14 de novembro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou o aumento da conta de água dos consumidores a partir de dezembro. O reajuste ocorrerá em meio a mais grave estiagem já registrada no Estado e sete meses após a gestão tucana ter recebido autorização para a aplicação desse aumento.

Quando recebeu aval da Arsesp (agência reguladora de saneamento e energia), em abril passado, o governo Alckmin abdicou desse direito e anunciou que o aumento da conta de água ocorreria em um momento oportuno até o mês de dezembro. Agora, o reajuste deve ser superior aos 5,4% autorizados sete meses atrás. "Não tem nada a ver com eleição", disse o tucano durante a inauguração neste sábado (15) da estação Fradique Coutinho, da linha 4-amarela, em Pinheiros (zona oeste). "Quando foi o último aumento da Sabesp? Foi em dezembro de 2013. Você não vai fazer aumento de seis em seis meses", completou.

Em nota à imprensa, a Sabesp, ressaltou que em 2014 não foi feito nenhum reajuste na conta e que a definição do percentual é uma responsabilidade da Arsesp. O último aumento na conta de água, em dezembro do ano passado, foi de 3,15%. O reajuste vai ocorrer em meio a incertezas sobre o abastecimento de água durante o ano de 2015.

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