Controle de tecnologia médica também é opção

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Mudar a forma de remuneração dos hospitais não é a única maneira de reduzir os custos dos planos de saúde. Outra alternativa é um controle maior da incorporação de tecnologias médicas, por meio da criação de uma agência independente.  

“No mundo existem agências que regulam quais medicamentos e equipamentos médicos e hospitalares serão adotados. No Brasil, tem a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, responsável por assessorar o Ministério da Saúde na incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde, além da constituição ou alteração de protocolos clínicos. Nossa ideia é criar um agência independente”, explica Luis Alberto Carneiro, superintendente do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess).

Para a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que reúne 27 operadoras de planos e seguros de saúde, a discussão serve “para evitar o uso quando não há indicação clara de efeito sobre o desfecho clínico”, diz por nota.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) auxilia na incorporação de tecnologias médicas por meio do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), que define o Rol de Procedimentos e Eventos de Saúde, lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde. A ANS afirmou que “caso seja criada uma agência independente (substituindo a Conitec), deverá fazer interface com ela”.

Tecnologia

Referência. A Unimed-BH tem um Grupo de Avaliação de Tecnologias em Saúde, referência para Ministério da Saúde e ANS. Em 2014, ele produziu 250 notas técnicas e 53 pareceres.

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