Gustavo Loyola

Economista e ex-presidente do Banco Central

iG Minas Gerais |

Na sua avaliação, como será o ano que vem para os municípios?  

Do ponto de vista tributário e de outras receitas, 2015 tende a ser um ano não muito bom, e os municípios precisarão ter uma gestão atenta à questão de custo e despesa para não ultrapassar os orçamentos e também um esforço maior para ter receitas próprias.

As prefeituras terão que aumentar os impostos?

Muitas vezes não é questão de aumentar as alíquotas, como do IPTU, por exemplo. Existem questões de inadimplência, abrangência do tributo, valores desatualizados dos tributos. É difícil para a população tolerar mais impostos, mas os recursos de transferência do governo federal não devem crescer.

O que as prefeituras podem fazer, a curto prazo, para dar mais fôlego para as atividades em 2015?

Não existe receita sobrando da União, portanto, não existe a possibilidade de aumentar a transferência para as cidades em um curto prazo. Se houver aumento dos impostos que são repartidos aos entes federados, isso poderá beneficiar as cidades.

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