Renegociação ficou aquém do esperado, avalia governador

A troca do indexador será retroativa a janeiro de 2013, no caso de Minas, e a estimativa do governo é que o alívio seja de R$ 4,2 bilhões para os cofres públicos do Estado

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Na avaliação do governador de Minas, Alberto Pinto Coelho (PP), a renegociação das dívidas dos Estados e dos municípios com a União ficou “aquém da expectativa”. “No que diz respeito à sangria mensal, não haverá diminuição”, justificou. Pinto Coelho ressalta que o percentual mensal da receita do Estado comprometido com o pagamento do débito com a União continuará a ser de 13%.  

No início de novembro, o Senado aprovou o projeto que muda o indexador das dívidas dos entes federados com o governo federal. Será utilizada, a partir de agora, ou a taxa Selic ou o IPCA mais 4% ao ano – o índice que for menor. Antes, a referência era o IGP-DI mais 6% a 9% de juros ao ano.

“É um passo que foi dado, mas que não resolve a questão das receitas líquidas correntes para haver investimento naquilo que é indispensável à população, como saúde, segurança, enfim, as áreas de políticas públicas essenciais”, completou o governador.

A troca do indexador será retroativa a janeiro de 2013, no caso de Minas, e a estimativa do governo é que o alívio seja de R$ 4,2 bilhões para os cofres públicos do Estado.

Apesar da aprovação, o projeto que altera o indexador das dívidas ainda não foi sancionado.

Soma zero

Proposta. Na avaliação do economista Gustavo Loyola, a renegociação das dívidas é um “jogo de soma zero”. “Porque você tira da União e dá para os Estados e municípios”, avalia.

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