Juliana Silveira celebra sua primeira vilã na TV

Atriz interpreta Priscila, uma neonazista capaz de atitudes sem limites

iG Minas Gerais |

Priscila já cometeu crimes bárbaros, inclusive ter matado a mãe
Record/Divulgação
Priscila já cometeu crimes bárbaros, inclusive ter matado a mãe

São Paulo. De assistente de palco a estrela do horário nobre da Record, a atriz Juliana Silveira, 34, comemora a experiência de viver a primeira vilã de sua carreira, a cruel Priscila da novela “Vitória”. “Demorou 16 anos para o papel de malvada chegar até mim, mas veio em um combo muito completo”, diverte-se a atriz, que já foi assistente de palco de Angélica e, atualmente, surpreende o público na pele de uma fria neonazista.

Priscila já mostrou que não tem limites: ela atropelou e matou um gari a pauladas, colocou fogo em um ônibus com nordestinos, tentou a cura gay em um funcionário, inventou que uma professora de sua escola havia abusado de um aluno e, em seguida, matou o menino. Além de ter envenenado e matado a própria mãe, Valéria (Patrycia Travassos) – e a novela ainda não acabou. “Não converso com a autora para saber quais são os passos da Priscila. Por isso, sou surpreendida cada vez que recebo as cenas. Fico indignada com algumas situações, respiro fundo e vou para a gravação. Depois, fico com raiva da Priscila”.

Após viver tantas mocinhas, Juliana aproveita para se entregar nas cenas de violência e ação da neonazista. “Gravo sequências que não imaginava fazer antes, como quando ela foi ameaçada pelas flechas de Iago (Gabriel Gracindo) e a invasão de um presídio, que ainda vai ao ar. São cenas de filme norte-americano”, diz.

Diante de tantas emoções, Juliana revela que tem refletido sobre a vida na pele da vilã. “Fiquei mais sensível e comecei a questionar mais, a interpretar a fala das pessoas. No nosso país, ainda tem o discurso da superioridade, a divisão entre ricos e pobres, tem pessoas inteligentes com ideias de dominação”, comenta a atriz, que acredita que Priscila tenha um lado humano. “Ela é humana, sim, mas isso ficou soterrado pela causa que ela aprendeu a defender”.

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