Raí enaltece habilidade dos finalistas do Red Bull Street Style

Ex-são paulino será um dos responsáveis por escolher o grande campeão de 2014, em Salvador

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI* |

Raí foi convidado pela organização para ser um dos jurados do evento
Daniel Ottoni/Webrepórter
Raí foi convidado pela organização para ser um dos jurados do evento

Entre os grandes nomes que estão presentes no Pelourinho, em Salvador, para o Red Bull Street Style, um deles não estará desfilando sua habilidade com a bola nos pés. Pelo contrário, será ele o responsável por avaliar as manobras dos 16 finalistas deste domingo.

O ex-jogador e ídolo do São Paulo Raí foi convidado pela organização para ser um dos jurados do evento. “Já tenho contato com o pessoal há alguns anos, fui juiz de uma competição na França, em 2008. Um dos competidores deste ano é parceiro da Fundação Gol de Letra. O nível, assim como no futebol profissional, aumenta a cada ano”, aponta.

Uma prova da evolução da modalidade é que, enquanto hoje Neymar, Robinho e Ronaldinho Gaúcho conseguem fazer algo parecido com o que os participantes apresentam, na época de Raí o contexto era outro. “O máximo que tinha era pedalada. Eu, por exemplo, me arriscava somente em elástico e caneta. Nada além disso. O que eles fazem deixa muito profissional com inveja. É malabarismo puro”, comenta.

Enquanto no futebol profissional, os truques aparecem com menos frequência – tendo, ainda, o cuidado para não provocar o adversário - , no Street Style nada acontece além das manobras que lembrar arte circense. “Em campo, você vê uma coisa ou outra que lembra o que acontece aqui. Aquela lambreta do Damião contra a Argentina é um exemplo. O que os caras daqui fazem chega a inspirar atletas profissionais, não tenho dúvida. Quem joga futebol de campo fica de olho para poder usar uma coisa ou outra, sempre com eficiência, sem menosprezo”, relata Raí.

O ex-jogador do São Paulo, PSG e seleção brasileira prefere não apontar favorito, até para que isso não influencie nos seus julgamentos. “Temos três brasileiros, três poloneses e uma turma boa da Ásia. Os orientais parecem que têm um talento nato para isso, o malabarismo faz parte da cultura deles. Acho que um deles poderá ser campeão em pouco tempo, bastou a esse pessoal incluir a bola no hábito de brincar. Não tem muito segredo”, afirma.

A parceria do Street Style com sua Fundação, que chega aos 15 anos de vida, é vista com bons olhos. “É legal usar coisas lúdicas para motivar os meninos. Eles ficam fascinados e fica mais fácil aprender. Eles conseguem ter acesso a coisas de anatomia e até geografia, já que temos atletas de vários lugares do mundo. É importante estamos sempre abertos ao conhecimento”, mostra.

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