Inglês conquista título do Red Bull Street Style

Andrew Anderson venceu a competição pela primeira vez e fez companhia à competidora francesa no lugar mais alto do pódio

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI* |

Andrew Henderson mostrou toda a sua habilidade no Pelourinho, em Salvador
Divulgação/Red Bull Street Style
Andrew Henderson mostrou toda a sua habilidade no Pelourinho, em Salvador

Inspirada pelos atletas, que fazem mágica com a bola nos pés durante o Red Bull Street Style, a organização do evento teve que se contorcer para fazer a final acontecer. A chuva que caiu no Pelourinho, em Salvador, atrasou o evento deste domingo em uma hora e forçou a mudança de local para um plano B. No final, tudo deu certo, principalmente para o inglês Andrew Anderson e para a francesa Melody Donchet, que levaram o título.

Os dois tiveram muito trabalho para convencer os cinco juízes de que mereciam a primeira posição. Entre os jurados, destaque para Raí, ex-meio campo do São Paulo e da seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 1994.

“Tive que mudar um pouco a minha estratégia porque teve chuva e vento desde as primeiras horas da manhã. Não foi fácil. Fiquei muito nervoso na primeira batalha. Depois, fui melhorando. Lutei muito por isso e estava preparado para uma verdadeira guerra na semifinal”, relata Andrew, que passou pelo brasileiro Pedro Oliveira na fase que valeu vaga na final.

Pedrinho, paulista radicado em Recife, acabou ficando na quarta posição. Ele chegou a eliminar o polonês Szymo Skalski, atual campeão, nas quartas de final. Em terceiro, chegou o norueguês Erlend Fagerli, de apenas 17 anos. O vice ficou pela segunda vez seguida com o argentino Charly Iacono. “Bati na trave novamente. Não me resta nada além de continuar treinando para melhorar esta posição”, lamentou o portenho.

Uma verdadeira multidão se formou do lado de fora do local do evento, visto que a capacidade da final não comportava todos os interessados. Uma telão mostrou todos os momentos, para que ninguém perdesse nenhum segundo sequer.

Enquanto algumas batalhas tiveram clima mais descontraído entre os competidores, que chegaram a aplaudir os oponentes durante o confronto, outras não conseguiram esconder a rivalidade.

Provocações a durante as apresentações foram constantes, fazendo a tensão pelo resultado final ser sentida por todos. Afetar o psicológico do adversário era uma estratégia que foi além da bola. “A chuva interferiu um pouco. A bola e os pés acabaram escorregando em um momento ou outro. Agradeço as palavras do Raí”, comenta Pedrinho, que ouviu o ex-jogador elogiá-lo antes de afirmar que a modalidade irá alcançar patamar ainda mais altos em um futuro próximo.

Como era esperado – e foi mostrado já nas classificatórias de sábado -, o nível foi altíssimo. Prova disso foram as oitavas de final entre os homens. Dois oito confrontos, sete foram decididos por 3 a 2. Variações do chão para manobras em pé e vice-versa, além de transições diferenciadas, tiveram que ser usadas para ganhar pontos e impressionar os jurados.

No final, os detalhes fizeram a diferença. No ano que vem, as disputas prometem ser ainda mais acirradas em um evento que se mostrou mágico do início ao fim. O Brasil continuará em busca do título inédito.

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