Dilma aponta neutralidade na questão da Ucrânia

Enquanto a Rússia contenta-se com a neutralidade brasileira, a omissão causa estranheza em países ocidentais, que se empenham em punir a Rússia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A presidente Dilma Rousseff admitiu neste sábado (15) que o governo "nunca" tomou partido sobre a crise na Ucrânia. De acordo com ela, não é de interesse brasileiro tomar posição de um lado ou de outro. O país perdeu a península da Crimeia para a Rússia e, depois, estimulou o separatismo das províncias de Donetsk e Lugansk, locais em que há combates frequentes com forças da Ucrânia.

Enquanto a Rússia contenta-se com a neutralidade brasileira, a omissão causa estranheza em países ocidentais, que se empenham em punir a Rússia pela chamada violação das fronteiras estabelecidas na Europa.

Para a presidente, que falou antes do almoço que encerrou os trabalhos da cúpula do G20 em Brisbane, na Austrália, "ninguém sabe direito" quem derrubou o avião da Malaysia Airlines, que causou 298 mortes. Assim, não se pode dar como verdadeira a afirmação do Ocidente de que a derrubada foi provocada por um míssil disparado pelos rebeldes apoiados pelos russos.

Sobre o encontro informal entre ela e Barack Obama, na véspera, Dilma informou que "não houve uma discussão substantiva" sobre a remarcação da visita dela a Washington. Segundo ela, há "tratativas" entre os países para que a visita seja feita em breve.

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