Dilma anuncia corte nos gastos que não afetam a demanda

Governo "não pretende fazer nenhuma desoneração"; ou seja, não deve haver alívio tributário ao setor privado ao mesmo tempo em que fará cortes no gasto público

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A presidente Dilma Rousseff anunciou neste domingo (16) que será feito um ajuste na economia para corte de gastos. Este, porém, não cessará a demanda. "Nem todos os ajustes são pelo lado de cortar a demanda. Você tem no Brasil um conjunto de gastos e de despesas que não levam necessariamente à ampliação do investimento nem à ampliação do consumo", disse, em entrevista coletiva em Brisbane, na Austrália, logo após o almoço de trabalho para encerramento para a cúpula do G20.

A presidente considerou que são "importantes" os passos propostos para aumento de crescimento da economia mundial em dois pontos percentuais nos próximos cinco anos. No entanto, Dilma disse que "é preciso atuar do lado da demanda".

A proposta é se voltar ao programa de 2011, o primeiro ano do governo Dilma, em que um ajuste fiscal possibilitou uma política monetária menos apertada. Agora, o governo "não pretende fazer nenhuma desoneração". Isso significa que o governo não dará alívio tributário ao setor privado ao mesmo tempo em que fará cortes no gasto público.

Ainda no evento, a presidente desmentiu que esteja estudando o restabelecimento da Cide. Ela também negou-se a falar da reforma ministerial.

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