Mães defendem reserva de vagas para gestantes em estacionamentos

Atualmente, a reserva de vagas em estacionamentos para gestantes não é obrigatória; com a aprovação na CDH, o projeto segue agora para apreciação na Câmara dos Deputados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

BH. Menor preço da fração de 15 minutos foi R$ 1
ÂNGELO PETTINATI - 29.9.2010
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Aos 35 anos, a publicitária Caroline Fernandes aguarda a chegada da segunda filha, Manuela. Com 38 semanas de gestação, ela sabe bem das dificuldades enfrentadas pelas grávidas para caminhar longas distâncias e defende o Projeto de Lei (PLS) 520/2013, que reserva 3% das vagas em estacionamentos para veículos conduzidos por mulheres gestantes.

A proposta, de autoria do senador Anibal Diniz, foi aprovada por unanimidade essa semana na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH).

“Conheço poucos lugares com reserva de vagas. Sei de um supermercado perto da minha casa, mas há apenas uma vaga destinada às gestantes. Acho importante ter essa reserva de vagas. Mas é preciso definir como vai funcionar e como fiscalizar”, disse.

A vendedora Simone Bruch, 28 anos, mãe de Manuela, de 2 meses, lembra que, antes de engravidar, não achava tão importante a reserva de vagas para gestantes. “Mas depois que passei por tudo isso, vi como é difícil. Às vezes, não estamos a passeio. Precisamos pagar uma conta ou resolver um problema e é importante ter uma vaga próxima ao local”, disse. “Mas é preciso ver como fiscalizar. Afinal, muita gente usa o direito do outro como se fosse seu”, completou.

Laís de Freitas, 27 anos, também é vendedora e aguarda a chegada do primeiro filho. Grávida de seis meses, ela destaca que, sempre que vai ao trabalho de carro, tem dificuldade para encontrar uma vaga próxima. “É bem difícil e, quando tenho que caminhar muito, fico bem cansada, fatigada mesmo. Chego a sentir dor no pé da barriga”, ressaltou.

Atualmente, a reserva de vagas em estacionamentos para gestantes não é obrigatória. Com a aprovação na CDH, o projeto segue agora para apreciação na Câmara dos Deputados.

AGÊNCIA BRASIL

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