Licitações eram combinadas

iG Minas Gerais |

Curitiba. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância da Justiça, diz no despacho que autorizou as prisões efetuadas anteontem que o esquema de corrupção na Petrobras pode ter provocado danos bilionários à estatal e aos cofres públicos.

De acordo com relato do juiz, o esquema reunia um cartel formado pelas maiores empreiteiras brasileiras que combinavam quem ganharia as licitações. Nessas concorrências, diz ele, as empresas cobravam preço máximo e depois distribuíam propina em valores correspondentes a 2% ou 3% do contrato.

De acordo com o documento do juiz, parte da suposta propina era repassada ao doleiro Alberto Yousseff, suposto chefe do esquema, que transferia o dinheiro a agentes públicos.

No despacho, o juiz afirma que o esquema identificou “quatro grupos criminosos dedicados principalmente à lavagem de dinheiro e crimes financeiros no mercado negro de câmbio”. Esses grupos seriam liderados pelos supostos doleiros Carlos Habib Chater, Alberto Youssef, Nelma Mitsue Penasso e Raul Srour.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave