Executivo afirma que lobista agia em nome de Cerveró

iG Minas Gerais |

São Paulo. O executivo de empreiteira Júlio Camargo, um dos delatores da operação Lava Jato, revelou que o homem apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, agia em nome e “em confiança” de Nestor Cerveró, ex-diretor de Internacional da estatal. Indicado pelos peemedebistas ao cargo em 2005, Cerveró é protagonista do emblemático caso da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que causou prejuízo de US$ 792 milhões à estatal, segundo o Tribunal de Contas da União.

O ex-diretor de Internacional da Petrobras é agora o foco das investigações. Cerveró esteve no centro do caso Petrobras quando a presidente Dilma Rousseff afirmou em março que aprovou a compra de Pasadena – em 2006, quando presidia o Conselho de Administração da estatal – com base em um parecer falho elaborado por ele.

O Ministério Público Federal sustenta que Baiano, “em razão de sua proximidade com Nestor Cerveró, intercedia ilegalmente, já que de outro modo não se obteria a contratação, em favor de terceiros para que a Petrobras firmasse com eles contratos que dependiam da área internacional”.

Júlio Camargo indicou aos investigadores o roteiro da propina, inclusive nomes de instituições financeiras, onde estão sediadas e valores depositados nas “inúmeras contas” que Baiano mantinha no exterior.

O executivo deu detalhes de empresas abertas pelo operador do PMDB no exterior. Um caso foi o pagamento de US$ 8 milhões para Baiano em duas empresas registradas em seu nome – a Techinis Engenharia e Consultoria recebeu depósito de R$ 700 mil; a Hawk Eyes Administração de Bens, R$ 2,6 milhões.

Além de Camargo, outro executivo da Toyo, Augusto Mendonça Neto, afirmou que o ex-diretor de Serviços e Engenharia Renato Duque recebeu propina referente às obras de três refinarias e dois gasodutos.

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