G-20 quer estímulo de US$ 2 trilhões à economia mundial

Comércio e infraestrutura seriam as áreas contempladas

iG Minas Gerais |

Reunião. Com a presidente Dilma Rousseff ao centro, líderes do G-20 se reúnem na Austrália para discutir crescimento global
[CREDITO]Roberto Stuckert Filho/PR
Reunião. Com a presidente Dilma Rousseff ao centro, líderes do G-20 se reúnem na Austrália para discutir crescimento global

BRISBANE, AUSTRÁLIA. O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, prometeu que os líderes do G-20 vão entregar propostas para acrescentar US$ 2 trilhões à economia mundial, por meio de incentivos ao comércio internacional e mais investimentos em infraestrutura. Segundo ele, essas medidas vão gerar milhões de empregos e impulsionar o PIB global em “mais de 2%” sobre os níveis projetados para os próximos cinco anos. “Sim, nós queremos um comércio mais livre e vamos conseguir isso. Precisamos de mais infraestrutura e vamos construir”, disse Abbott na abertura oficial da reunião do G-2,0 na cidade de Brisbane.

“Essa é a nossa mensagem para o mundo: os governos podem entregar resultados e chegar a um acordo para um mundo melhor. Podemos ter mais empregos e mais crescimento”, afirmou Abbott.

Cada país do G-20 – que representa 85% do PIB global – deve apresentar um plano abrangente durante o encontro sobre como dar sua contribuição para a meta de adicionar US$ 2 trilhões à economia mundial. Entretanto, não está claro se o comunicado final vai apresentar esses detalhes.

O secretário do Tesouro da Austrália, Joe Hockey, disse que as estratégias do grupo incluem cerca de mil medidas. “Embora ainda enfrentemos desafios econômicos em muitas partes do globo, estou otimista de que o compromisso com mais 2% de expansão vai entregar o crescimento que o mundo precisa”, disse.

Do lado de fora do centro de convenções onde ocorre o encontro, centenas de manifestantes enfrentaram o forte calor e driblaram barreiras policias para cobrar ações contra as mudanças climáticas. Os protestos foram pacíficos, mas dois manifestantes acabaram presos.

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