Deputados de MG completam quatro meses sem votações

iG Minas Gerais |

Os deputados estaduais de Minas Gerais completaram hoje quatro meses sem nenhuma votação no plenário da Assembleia Legislativa. No dia 15 de julho, dois dias após a final da já distante Copa do Mundo no Brasil, os parlamentares votaram vetos do Poder Executivo em reunião tensa na Casa. A partir do dia seguinte, no entanto, eles não conseguiram mais completar uma sessão sequer. No restante do mês de julho e no mês de agosto, em plena campanha eleitoral, estavam previstas 14 sessões ordinárias. Seis sequer foram iniciadas, por falta de quórum. As outras oito começaram, mas foram logo encerradas pelo mesmo motivo: não havia o número mínimo de deputados em plenário para que pudessem ser feitas as votações.

Do início de setembro até o dia da eleição em primeiro turno, no dia 5 de outubro, a falta de parlamentares impediu o início de 13 das 15 sessões previstas. E encerrou mais cedo as outras duas.

O fim da disputa por vagas no Legislativo, no entanto, não devolveu os parlamentares ao ritmo. Do dia 6 de outubro até ontem, 12 sessões não puderam ser realizadas por conta do elevado número de ausências. As outras seis foram encerradas pelo mesmo motivo.

A pauta da Assembleia Legislativa está trancada desde o dia 19 de agosto, pois os parlamentares não conseguem chegar a uma conclusão e votar uma série de vetos do governador. Além disso, 14, dos 77 deputados, não protocolam nenhum projeto, requerimento ou qualquer proposição e nem sobem ao palanque para pronunciamentos desde o final de agosto.

Coruja traiçoeira O deputado federal que provoca arrepios na presidente Dilma Rousseff e em seus articuladores no Congresso é um sujeito de hábitos curiosos. Entre eles está o fato de dormir apenas quatro horas por dia. Assim é Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com um colega parlamentar, pode-se perguntar qualquer coisa sobre qualquer projeto a ele. No longo tempo que passa acordado, Cunha estuda profundamente cada projeto e conhece as linhas das proposições uma a uma. Com tanto conhecimento, está sempre atento para atormentar a vida presidencial.

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