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Noemi Jaffe atualmente edita o selo JOTA na editora e-galáxia
Renato Parada
Noemi Jaffe atualmente edita o selo JOTA na editora e-galáxia

Noemi Jaffe, que agora dirige o selo JOTA, da editora e-galáxia, observa que a maior popularização dos e-books ainda encontra entraves em razão do desconhecimento das pessoas de como ele funciona. Por esse motivo, ao seu ver, é importante difundir as potencialidades desses formatos emergentes. 

“Quando eu lancei ‘comum de dois’, por exemplo, algumas pessoas não sabiam como ler aquele livro e perguntavam se dava para acessar o conteúdo em um determinado tipo de dispositivo. Outras nem sabiam que não precisa ter um e-reader e se pode ler o e-book no computador, caso baixe um aplicativo. Acho que ainda vai levar um tempo para as pessoas se habituarem a essa forma de leitura que também esbarra em alguns preconceitos”, diz Noemi Jaffe.

Um dos idealizadores da e-galáxia, Tiago Ferro, nota que desde o ano passado quando a editora estreou, algumas mudanças vêm sendo percebidas a favor do livro digital. Segundo ele, antes era mais comum ouvir comentários de autores que preferiam o livro impresso ao e-book e diziam que nunca haviam baixado algum. Atualmente, essa postura é cada vez mais rara.

“Agora, quando convidamos e conversamos com os escritores, praticamente nenhum manifesta alguma forma de resistência. Eles estão percebendo que, além do livro impresso, interessa ter o livro em outras versões, como o e-book, porque essa é um forma de ter a obra publicada definitivamente. O discurso vem mudando e o envolvimento de grandes editoras nisso conta muito”, diz Tiago Ferro. (CAS)

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