Uma saborosa experiência

Vinícolas oferecem, além de degustação de rótulos, passeios pelo do Velho Chico e experiências gastronômicas

iG Minas Gerais |

Na fazenda Rio Sol, o visitante pode colher a fruta no pé e, sem cerimônia, degustá-la sob o parreiral
Antonio Melcop/Divulgação
Na fazenda Rio Sol, o visitante pode colher a fruta no pé e, sem cerimônia, degustá-la sob o parreiral

O passeio pela Rota do Vinho, no vale do São Francisco, mistura todos os sentidos. Em cada vinícola, a degustação dos rótulos da casa deixa sabores vivos e diferentes na boca e na lembrança. Com os olhos fechados, um pouco de vinho tinto traz ao imaginário a visão da fruta roxa no parreiral. Para quem teve a oportunidade de ir ao campo antes, beber é como apanhar a fruta e degustá-la.

No parreiral, a emoção de colher a fruta e comê-la é sem igual. Ao contrário do que se pensa, a uva usada para fazer vinho é doce. É o açúcar que se transforma em álcool no processo de produção da bebida.

Os vinhos brancos e os espumantes têm o sabor mais frutificado e jovem. São formulados para o calor do Brasil e podem, perfeitamente, ser tomados no lugar da cerveja. “Foram pensados por causa do público feminino”, brinca João Santos, vice-presidente da Rio Sol. Não é à toa que o espumante do sertão carrega leveza e frescor. “Nosso objetivo é que ele esteja no mercado em 90 dias”, acrescenta Santos.

Renome

Mas não é só de juventude que são pensados as bebidas do vale do São Francisco. Há também vinhos sofisticados e trabalhados. Dois deles se destacam pelas premiações. Na fazenda Milano, a atenção se volta para o tinto varietal Testardi. A bebida é produzida apenas pela uva syrah. Ele foi considerado o melhor vinho do Brasil em um teste às cegas.

O Testardi fica acondicionado em um barril de carvalho durante um ano. A característica principal é a maciez que o vinho traz.

Na fazenda Santa Maria, onde são produzidos os vinhos Rio Sol, o tinto Paralelo também foi premiado. Difícil de ser encontrado em qualquer loja de vinho, ele é produzido com cerca de cinco diferentes tipos de uvas. O enólogo responsável pela produção da bebida escolhe os melhores frutos da safra. Além disso, ele é amadurecido em barricas de carvalho.

O nome foi inspirado na localização do vale do São Francisco. “Estamos no Paralelo oito. Produzimos vinho perto do Equador”, informa João Santos.

Vinhos

Premiado. Produzido na fazenda Ouro Verde pela Milano, o vinho Testardi foi o melhor vinho tinto brasileiro em 2012. Ele é produzido com a uva syrah, que melhor se adaptou no sertão.

Portugal. Na fazenda Santa Maria, onde são produzidos os vinhos Rio Sol, experiência conhecimento e tecnologia.

Orgânico. Na vinícola onde são feitos os vinhos da marca Bianchetti, os visitantes podem degustar a bebida orgânica.

Gostos apurados. A grande aposta da empresa Botticelli é produzir vinhos que preservem os aromas naturais do sertão.

 

SERVIÇO

Botticelli: Interessados em conhecer a vinícola podem entrar em contato José Gualberto por e-mail gualberto@botticelli.com.br, ou acessar: botticelli.com.br

Rio Sol: A Opção Turismo leva os interessados até a vinícola e também faz o passeio de barco pelo rio São Francisco. Informações: (87) 3862-1616 ou opcaoturismo.tur.br

Bianchetti: Quem preferir conhecer os vinhos orgânicos do sertão pode entrar em contato pelo site: vinhosbianchetti.com.br 

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