O sucesso dos minipigs

Inteligentes e dóceis, minipigs estão conquistando as famílias brasileiras; é fácil se encantar, difícil é entender como é ter um porco dentro de casa

iG Minas Gerais | Miriam Gonçalves |

Ele adoro postar fotos com fantasias diferentes e inusitadas
Reprodução Instagram
Ele adoro postar fotos com fantasias diferentes e inusitadas

Humanizados com o filme Babe, O Porquinho Atrapalhado, os porquinhos, ou melhor, os minipigs, são a nova moda entre os pets de estimação da família. Essas fofuras, além de inteligentes, são dóceis e adoram receber um carinho. Estrelas como Paris Hilton, Miley Cyrus e Victoria Beckham também já se renderam à tendência. É fácil se encantar com as patinhas pequenas dos filhotes. Um pouco mais difícil é entender como é ter um porco dentro de casa. A publicitária Andrea Mendes é “mãe” do Jamon. Ele mora em São Paulo e é dono do perfil no Instagram @jamonthepig que tem mais de 63 mil seguidores. Segundo a publicitária, ter o suíno em casa é uma delícia, mas a adaptação foi bem difícil. “Eles são animais diferentes, e existe pouca informação disponível sobre como criá-los e acomodá-los – e olha que pesquisamos cinco meses antes de resolver adotá-lo”, conta. Andrea disse ainda que o segredo para ter um micropig em casa é ter três coisas em mente: se é o seu perfil, se você tem disciplina e se você sabe exatamente o que quer dizer micropig. “Eles são extremamente inteligentes, então, se você não tiver o perfil de criação, poderá ter um real ditadorzinho em casa. Por eles terem essa inteligência, tentarão manipular os “pais” de todas as maneiras, principalmente em função de duas coisas, comida e atenção – e eles gritam. Se você não tiver a disciplina de ignorá-los e impor limites, eles mandarão na casa. Por último, você tem que saber que micro é apenas um diminutivo, se comparado ao porco normal. Um miniporco alcança estatura média de 40 a 50 cm de altura, e pode chegar a pesar 50 kg. Tudo dependerá da genética e da alimentação. O porco de dentro da xícara só existe nas primeiras semanas de vida. Bem-educados e disciplinados, eles são incríveis companheiros dentro de casa”, disse. 

A veterinária Alexia Lage também tem um porquinho. Ele vive em um sítio na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo ela, ter o animal em casa não é tarefa fácil. “Por mais educado que ele seja, sempre vai estar procurando comida – ele é um porco. Ele vai revirar a lixeira, abrir o armário, nunca vai estar saciado. Acho praticamente impossível ele viver dentro de um apartamento”, conta. Alexia explica que a raça de minipig dos Estados Unidos não é a mesma do Brasil. “Lá é comercializada a linhagem dos “mini pot-bellied pigs”, de origem vietnamita. Os micropigs do Brasil são uma mistura de raças de pequeno porte. Quando adultos, eles ficam, mais ou menos, do tamanho de um labrador”, explicou.

Sucesso no Instagram

A verdade é que ninguém consegue resistir ao charme dos animais. O estilista Ronaldo Fraga que o diga: Ele chamou a atenção de todos ao abrir espaço no seu desfile na São Paulo Fashion Week para a cadelinha Capitu. A simpática vira-lata arrancou suspiros e gargalhadas da plateia. Capitu levava no pescoço uma placa com os dizeres “Animal não é grife. Adote, não compre”. A cadela cruzou a passarela em ação do Projeto de Esperança Animal (PEA) para divulgar uma campanha de adoção de animais. O Sucesso foi tanto que, segundo o estilista, o cão roubou a cena de Gisele Bündchen, e as fotos dela foram muito mais postadas na web que as da top model.

Os suínos também estão invadindo a web! Na Flórida, vive a porquinha fashion Priscilla, que tem o perfil @prissy_pig no Instagram, com mais de 318 mil seguidores. Prissy anda ditando moda com seus looks e joias do dia a dia, uma fofura! Aqui no Brasil, a pequena Barbie, de 1 ano e 1 mês, mora em apartamento em Porto Alegre. Com o perfil @barbiethepig no Instagram, ela adora fazer pose para seus quase 119 mil seguidores. Segundo a “mãe” da Barbie, ela é comportada e adora receber um carinho. “Sempre que alguém senta no sofá, ela pula e vai para o colo. Eu não mantenho lixeira no chão para não ter perigo de ela revirar, então é tranquilo. Ela é um animal mais dependente e carente, mas é um amor sem igual”, contou a mamãe babona, Daniela Schneider Hahn, estudante Biomedicina.

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