Beleza subversiva

iG Minas Gerais |

A pintura corporal e os olhos sempre abertos do desfile
Ze Takahashi/FOTOSITE
A pintura corporal e os olhos sempre abertos do desfile

Com um desfile impecável, Ronaldo Fraga causou, como já está acostumado. Denominado “Cidade Sonâmbula”, o show tratava das mazelas da vida urbana que não adormece, de sua arquitetura ríspida e de sua falta de gentileza. Mas o frisson foi criado pela maquiagem, vermelha, que cobria todo o corpo das modelos. A questão foi a dificuldade que elas tiveram para remover o produto do corpo após o desfile. “Sou da crença que o último momento em que a coleção pertence ao estilista é na passarela. São vários os vetores que o criador tem de usar para transpor sua ideia para aquele lugar. Lanço mão de todos, nunca pensei de outra maneira”, diz o estilista, que afirma ter testado a tinta utilizada – e recebido a aprovação da organização do evento – antes do desfile. “Bastava uma toalha úmida para remover o produto”, afirma. “Em tempos economicamente bicudos, o risco de não vender acaba levando as pessoas a optar pelo nada, de nada já temos a vida”, completa. 

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