Letra crítica e reflexiva

Roberta Gualda defende alfabetização para todos com personagem em “Vitória”

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

“A primeira coisa que as pessoas precisam saber para desenvolver uma visão mais crítica é ler e escrever”
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
“A primeira coisa que as pessoas precisam saber para desenvolver uma visão mais crítica é ler e escrever”

Roberta Gualda tem como uma das lembranças da infância o fascínio de vestir vários personagens. Entretanto, a atriz admite que demorou a encarar a atuação como uma possibilidade de profissão a ser seguida.

Aos 14 anos, Roberta começou a fazer teatro no Tablado, famosa escola de artes cênicas do Rio de Janeiro. Mas, na hora de prestar vestibular, pôs em dúvida a vocação e optou por estudar Direito. “Eu tentei fugir de várias formas, mas não consegui. Agora, já estou tranquila com a decisão de ser atriz”, conclui.

O primeiro papel com impacto que fez na televisão foi como a odiosa Paulinha de “Mulheres Apaixonadas”, trama das nove da Globo exibida em 2003. E, desde então, coleciona papéis que a marcaram de forma positiva como a Greice de “A Favorita” e a Dóris de “Balacobaco”, esta última da Record.

Atualmente, no ar como a cozinheira semianalfabeta Anastácia, em “Vitória”, folhetim assinado por Christiane Fridman, a atriz vê a importância de tratar do tema analfabetismo em uma novela como um lembrete. “A gente costuma esquecer a quantidade de gente que esse país tem que não sabe ler e escrever”, reflete.

Na trama, Anastácia está tendo a oportunidade de ser alfabetizada. Para a atriz, a mesma chance deveria ser oferecida a todos os brasileiros. “A primeira coisa que as pessoas precisam saber para desenvolver uma visão crítica é ler e escrever. Dá uma liberdade que a gente esquece que tem”, analisa.

Apesar de apontar que seu papel em “Vitória” tem cenas ótimas, Roberta gostaria de trabalhar um pouco mais a comédia em futuros trabalhos por ser um campo que explorou menos durante a carreira. Outra vontade é fazer mais cinema, uma vez que a produção de filmes nacionais vem crescendo. “É um tipo de trabalho mais artesanal e muito gostoso de fazer. Demanda mais tempo para se preparar”, conta. Preferências

O que falta na TV: Mais produção de ficção própria do Brasil e mais tentativas de novos formatos O que sobra na TV: Muita gente gritando Vilão marcante: Carlos Vereza como Sr. Francisco de Montserrat, em “Direito de Amar” Que papel gostaria de representar: Uma vilã meio psicopata Humorista: Jô Soares Filme: “A Felicidade Não Se Compra”, dirigido por Frank Capra, lançado em 1946 Música: Qualquer uma do Chico Buarque Autor: Fiódor  Dostoiévski Diretor: Frank Capra

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