Sobe para 23 o número de presos

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Conforto. Durante todo o dia de ontem, advogados levaram roupas e cobertores para os empreiteiros presos na Polícia Federal em Curitiba
PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADãO CONteúdo
Conforto. Durante todo o dia de ontem, advogados levaram roupas e cobertores para os empreiteiros presos na Polícia Federal em Curitiba

Curitiba. Após as prisões de três executivos da empreiteira Camargo Corrêa, aumentou para 23 o número de presos da sétima fase da operação Lava Jato. Os três dirigentes da empresa – o presidente Dalton dos Santos Avancini, o presidente do Conselho de Administração, João Ricardo Auler, e o vice-presidente da empresa Eduardo Hermelino Leite – se entregaram à Polícia Federal em São Paulo e foram transferidos de carro para Curitiba, onde estão os demais presos.

O advogado de Avancini e de Auler, Celso Villardi, afirmou que as prisões eram “desnecessárias” e que fará um pedido de habeas corpus para obter a libertação dos dois. “Pretendo conversar com o juiz porque a prisão dos meus clientes é desnecessária. As provas estão colhidas e não tem sentido mantê-los presos”, disse ele, referindo-se ao cumprimento anteontem de mandados de busca e apreensão na sede da Camargo Corrêa e nas casas de Auler e Avancini.

A sétima fase da Lava Jato teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras, que apenas com a Petrobras têm contratos que somam R$ 59 bilhões. Parte deles está sob avaliação da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal.

Ao todo, foram expedidos 85 mandados em cidades do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal. Conforme balanço divulgado pela PF, além das 23 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão.

Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva, sendo que seis foram cumpridos. Duas pessoas estão foragidas: o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, e Adarico Negromonte Filho.

Os presos começaram a prestar depoimento ontem na Superintendência da PF em Curitiba. Segundo os advogados, os depoimentos devem seguir até a próxima terça-feira. Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR), Juliano Breda, os defensores receberam da PF cronograma com a ordem dos depoimentos.

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