Mágica nos pés

Evento de habilidade termina neste domingo no Pelourinho e terá dois brasileiros na grande decisão

iG Minas Gerais | Daniel Ottoni* |

Batalhas a céu aberto fez competidores sofrerem com forte calor do pelourinho
Daniel Ottoni webrepórter
Batalhas a céu aberto fez competidores sofrerem com forte calor do pelourinho

Os truques que Neymar e Ronaldinho Gaúcho costumam fazer ao final dos treinos impressiona, mas pouco se compara com os feitos dos participantes da final do Mundial do Red Bull Street Style, que acontece no Pelourinho, em Salvador.

Com a presença de 51 atletas de 44 países, entre moças e rapazes, o evento teve neste sábado suas eliminatórias para a grande decisão deste domingo. Os 16 classificados entram em ação a partir das 14h30, com transmissão ao vivo da RedeTV. O ex-jogador Raí será um dos jurados do último dia.

Os brasileiros que jogam em casa se classificaram para a final. O paulista Lucas Oliveira, de 21 anos, que mora em Recife, é um deles. O outro é Ricardo de Araújo, paraense de apenas 16 anos. O paulista Lucas Menezes também avançou no final da prova.

 

Cada batalha tem a presença de dois jogadores, que alternam suas jogadas a cada 30s. O tempo total dos confrontos é de 3min.

“É melhor pensar no passo a passo, vou ter um adversário de peso pela frente. Dei sorte de não cair em uma chave tão forte e consegui aproveitar bem isso”, aponta. Nas oitavas de final, ele ainda não sabia se teria pela frente um dos integrantes do considerado grupo de morte. O italiano Gunther Celli, terceiro colocado no Mundial de 2012 aparecerá no caminho do brasileiro, que vive da modalidade. O retrospecto é a favor do italiano após dois confrontos.

“Consigo me manter com apresentações, além das premiações de torneios que participo”, comenta.

Há seis anos, ele descobriu que tinha duas hérnias de disco, antes de ter que operar o ligamento do tornozelo. “Não estou no melhor da minha forma e até evito de pegar tão pesado nos treinos. O perigo é quando me junto com amigos para brincar e invento de me empolgar. Sinto a consequência logo em seguida”, conta. Ele se dedica aos treinos 2h a cada dia.

Estratégia 

Cada competidor tem o próprio estilo e adota o seu critério para tentar passar de fase. Pedro prefere já chegar com tudo para impressionar público e juízes. “No primeiro e terceiro rounds, dou meu máximo. No segundo, nem tanto. Procuro desafiar a gravidade o tempo todo. Mas, dependendo do que o adversário fizer, precisarei mudar a minha linha. É importante ter um vasto repertório”, salienta.

 

Pedro comemora uma importante alteração na regra para este ano. “Nas edições anteriores, tínhamos que jogar com a bola da empresa que era parceira do evento. Agora, escolhemos a nossa preferida. Isso facilita, pois quando é pra valer, vamos jogar com a bola que treinamos”, aponta. Ele selecionou a Brazuca como sua companheira de apresentação.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave