Outra vez nas mãos de São Victor

Goleiro atleticano jamais saiu de um duelo com o rival derrotado por mais de um gol de saldo

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Confiante e consciente. Victor destaca o bom trabalho do sistema defensivo, mas sabe que nada está ganho na final da Copa do Brasil
NIDIN SANCHES / O TEMPO
Confiante e consciente. Victor destaca o bom trabalho do sistema defensivo, mas sabe que nada está ganho na final da Copa do Brasil

Em momento algum, a Massa deixou de acreditar na conquista da Libertadores, mesmo diante de percalços inimagináveis e surreais. Mas as rezas para São Victor foram atendidas, e o goleiro protagonizou vários milagres. Nesta Copa do Brasil, o imponderável voltou a ser um inimigo que o Atlético precisou superar, novamente com papel determinante do arqueiro. Mas falta a bênção final para alcançar mais uma graça.

Nas mãos e nos pés de Victor está boa parte das esperanças da torcida alvinegra em comemorar outro título inédito. E alguns retrospectos fazem aumentar ainda mais a confiança de transformar mais um sonho em realidade.

Somente em uma das 143 partidas que fez pelo Atlético, o arqueiro foi derrotado por três gols de saldo, que é justamente a única forma de o Cruzeiro ganhar a taça da Copa do Brasil sem a necessidade da disputa dos pênaltis.

“A última vez em que perdi por três gols de diferença? Nem lembro. Vou ficar te devendo a resposta”, disse Victor à reportagem, que, em seguida, revelou ao goleiro que tal revés se deu no dia 4 de agosto de 2013, por 3 a 0, para o Flamengo, em Brasília.

“Não me lembrava. Mas é bom, porque se foi em só um jogo, mostra a consistência defensiva que nossa equipe tem”, disse o goleiro.

Outro fator histórico que acompanha Victor é o retrospecto positivo contra o Cruzeiro e uma particularidade. Em nenhum dos 11 embates que fez contra a Raposa ele sofreu uma derrota por dois ou mais gols de diferença, sendo que nunca levou mais de dois tentos em um confronto ante os celestes.

Ao todo, foram cinco vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas (ambas por 2 a 1, ou seja, um gol de saldo). Mas o goleiro não se ilude com os números e prega trabalho pesado para ajudar a conquistar a Copa do Brasil.

“Em termos de retrospecto, isso tudo não vale nada. Não adianta. Temos é que nos preparar muito bem para fazer o nosso melhor. É dentro de campo que se resolve o jogo”, destacou.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave