Maioridade

iG Minas Gerais | Da redação |

Cena do filme
Divulgação
Cena do filme "Branco Sai, Preto Fica", de Adirley Queirós. O longa abre o festival na quinta (20), às 19h, no Cine Humberto Mauro

 

Exibir filmes produzidos em lugares diferentes e por grupos sociais diferentes, promovendo acesso à diversidade cultural e a reflexão sobre o cinema e sobre o mundo. Foi especialmente com essa intenção que o forumdoc.BH – Festival do Filme Documentário e Etnográfico – surgiu, em 1997. Dando continuidade à proposta, o festival abre sua 18º edição na próxima quinta (20), com programação que vai até o dia 30 e espalhada por três espaços da cidade: Cine Humberto Mauro, Cine 104 e Campus UFMG.   "Antes era muito difícil acessar uma produção diferenciada, não convencional. Agora, aumentaram as possibilidades, mas são tantas que as pessoas ficam perdidas. A gente pensa o festival como algo que organiza propostas”, explica Júnia Torres, uma das coordenadoras do forumdoc.BH e integrante da Associação Filmes de Quintal, que realiza o Festival em parceria com a UFMG. E a organização acontece através de uma curadoria cuidadosa que apresenta mais de 60 filmes distribuídos em sete mostras, entre elas a “Competitiva Nacional”, a “Competitiva Internacional” e “Avi Mograbi” (confira destaques da programação no quadro ao lado).   O cineasta e professor Mograbi também será tema de uma mesa de debate e ministrará um curso, que tem inscrições abertas até dia 18. “É um cineasta politicamente situado. Seus filmes tematizam as relações entre Israel e Palestina sob o ponto de vista de um israelense que critica e se coloca contra o segregacionismo em relação à palestina”, conta Júlia. Acompanhando os filmes, o festival conta ainda com o lançamento da nova edição da revista “Devires – Cinema e Humanidades”, publicada conjuntamente pelos programas de pós-graduação em Comunicação e Antropologia da Fafich–UFMG.    A programação traz filmes que aliam diversidade e competência. “Vários segmentos que até pouco tempo não se expressavam através dos recursos audiovisuais hoje se apropriam do cinema. E eles estão no festival não porque simplesmente privilegiamos a diversidade, mas também porque apresentam uma competência formal”, conta Júnia. Entre eles, estão filmes produzidos por jovens de coletivos de periferia, como a abertura do festival “Branco Sai, Preto Fica”, do coletivo CeiCine, e filmes de realizadores indígenas, como “Curadores da Terra-Floresta”.   forumdoc.BH Em vários espaços da cidade. De 20 (quinta) a 30 de novembro. Entrada franca, com retirada de ingressos antes das sessões. Confira programação completa no site forumdoc.org.br.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave