Com dólar a R$ 2,60, o Banco Central reforçará intervenções

A demora da presidente Dilma Rousseff em designar o novo ministro da Fazenda e em deixar claro se Alexandre Tombini continuará à frente do Banco Central está custando caro à instituição

iG Minas Gerais |

BRASÍLIA. O Banco Central (BC) vai reforçar as intervenções no mercado de câmbio a partir da próxima segunda-feira, dia 17. A instituição anunciou ontem que vai aumentar de US$ 450 milhões para US$ 700 milhões a oferta de contratos de swap cambial nas operações de rolagem dos papéis que vencem em 1º de dezembro de 2014. Esses leilões têm sobre o mercado de câmbio efeito similar ao da venda de dólares. Ou seja, ajudam a segurar as cotações. Ontem, o dólar comercial, usado no comércio exterior, alcançou a marca de R$ 2,60 no fechamento pela primeira vez desde abril de 2005.

A demora da presidente Dilma Rousseff em designar o novo ministro da Fazenda e em deixar claro se Alexandre Tombini continuará à frente do Banco Central está custando caro à instituição. Ora avaliando os rumores de algum “candidato” como positivo e ora como negativo, a moeda norte-americana sobe e desce à mercê dos que têm fôlego para fazer apostas. A volatilidade das cotações, mais do que uma moeda altamente apreciada ou depreciada, é o pior cenário para uma autoridade monetária e exportadores.

Operações. O estoque de contratos de swap em poder de mercado está em US$ 110 bilhões. A rolagem evita que o estoque caia na virada do mês. Se mantivesse o valor anterior, o BC estenderia o vencimento de quase 90% dos US$ 9,8 bilhões que vencem no início do próximo mês. Os outros 10% não seriam renovados, o que reduziria o número de contratos em poder do mercado. Agora, a expectativa é que haja renovação integral. Estão sendo vendidos pela primeira vez contratos que oferecem proteção contra a alta do dólar até novembro de 2015 ou janeiro de 2016.

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