Chefe de comitê de ética da Fifa defende relatório e critica investiga

Ex-promotor norte-americano se indignou com documento tornado público

iG Minas Gerais | Folhapress |

O presidente do órgão de decisão do comitê de ética da Fifa, Hans Joachim Eckert, negou nesta sexta-feira (14) que o relatório final a respeito das suspeitas de corrupção na escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 não corresponda ao conteúdo das investigações e criticou o comportamento do responsável pela averiguação do caso, Michael Garcia.

O ex-promotor norte-americano se indignou com o documento tornado público na quinta, de 42 páginas, afirmou que ele não representa a realidade do relatório original (350 páginas), que foi produzido por ele, e cobrou que a íntegra também seja divulgada.

"Fiquei surpreso, não chocado [com as críticas públicas]. Normalmente, você conversa internamente primeiro se não gosta de algo", disse Eckert, que assegurou que seu relatório foi escrito "palavra por palavra de Garcia".

A divergência entre qual versão do relatório seria publicada é antiga. Garcia sempre defendeu que o documento original, fruto de sua investigação, tornasse-se público.

Já Eckert posicionou-se pela publicação de um relatório editado, sem nomes de dirigentes que ainda não foram julgados pelo comitê de ética da Fifa. Foi sua decisão que prevaleceu.

"Não penso que seja possível publicar a íntegra. Termos que respeitar as regras de confidencialidade da Europa. Eu não posso fazer isso", explicou.

O relatório das investigações apontou indícios de corrupção na escolha da Rússia como sede da Copa-2018 e do Qatar como organizador do Mundial-2022.

As irregularidade, no entanto, foram classificadas como "de alcance limitado" e insuficientes para que as eleições tivessem de ser refeitas.

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