Na pegada hippie chique

Espaços da casa ganham mais identidade, além de retratar as vivências dos moradores

iG Minas Gerais | Steven Kurutz |

Exterior da casa foi pintado com todas as cores do arco-íris
Randy Harris/The New York Times
Exterior da casa foi pintado com todas as cores do arco-íris
A casa que melhor se encaixou em seus planos e orçamento limitado era de um branco remendado por fora e sombria por dentro, com os pisos cobertos por sete camadas de linóleo sujo. O lugar era um desastre oficial: uma organização local que dá auxílio financeiro para suplementar a hipoteca de compradores de primeira viagem rejeitou Kat e Brown depois que seu inspetor considerou que não valia a pena reformar a casa. Mas o julgamento não os dissuadiu. “Eu sei bater um martelo. Vamos lá, isso tudo começou com uma tenda. A casa é um bônus”, pontuou Brown.    Porém, em meio às trevas, havia um aspecto brilhante. As blusas que Kat costurava começaram a vender; tudo que ela fazia e colocava na loja do Etsy encontrava imediatamente comprador. Ela costurou furiosamente durante os anos seguintes, destinando os lucros para a reforma dos sistemas elétricos e hidráulicos, além de construir novas versões para alicerce, poço, fossa séptica e telhado. “Digo que é uma casa construída com suéteres. Se não fosse por eles, ainda estaríamos numa barraca na sala de estar na casa dos amigos”.   Sua abordagem da reforma e da decoração da casa é igual: cobrir tetos e paredes com sedas e tecidos de cores vibrantes que comprou na Índia e em outros países visitados. Outra técnica muito empregada é formar uma coleção de algo cafona ou fora de moda e forrar uma parede, como ela fez com máscaras de papel machê compradas no Equador. Quanto a Brown, embora a queda para o design da parceira seja muito mais forte, ele pegou um quarto para criar uma biblioteca masculina vitoriana. O cômodo contém globos antigos e dois itens da lista de desejo: uma vitrola (de seu avô) e um compartimento secreto (atrás das estantes de livros que vão do chão ao teto).   Surpreendentemente, o quarto do casal no andar superior, batizado por eles de “sala celestial”, é gracioso e minimalista como um estúdio de ioga. Uma ou outra planta e a vista da janela maior para o lago são as únicas distrações visuais. “Tento nem trazer meu computador para cá. É a minha fuga”, explicou Kat.

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