Boho eclético

Fusão de elementos distintos e a mistura de estilos variados dão tônica ao décor

iG Minas Gerais | Steven Kurutz |

Despojado. Teto, parede e mobília são cobertos de seda e outros tecidos coloridos
Stuart Goldenberg/The New York
Despojado. Teto, parede e mobília são cobertos de seda e outros tecidos coloridos
Não seria um erro classificar o decór inspirado no estilo boho, que varia entre o boêmio e o hippie chique, como colorido, despretensioso e democrático. Mas a palavra que costura cada cômodo de uma casa que assume a fusão de tudo isso é outra: “liberdade”. Liberdade para assumir paixões e contar histórias, para unir um mix riquíssimo de elementos com diferentes estilos e, de quebra, misturar referências que ajudam a compor espaços ecléticos e, acima de tudo, com muita personalidade.    Cinco anos atrás, numa viagem de trem muito longa de Ulan Bator, na Mongólia, a Pequim, o casal Kat O'Sullivan e Mason Brown levaram um bloco de notas e fizeram uma lista de todas as coisas que uma casa dos sonhos deveria ter. “Sala com luz negra: tem. Mapa do chão ao teto: confere”, disse Kat, de 38 anos. Brown, de 35 anos, acrescentou: “Videiras crescendo dentro de casa: confere e confere. Tartaruga de estimação do lado de fora: tem. Vitrola: tem. Tenda de circo – ei, nós temos duas”.   A lista de desejos, que é tremendamente caprichosa, também especificava um tapete de lã grega, vários balanços, badulaques, muitos móveis esculpidos com pés de animais, espelhos dourados, uma mesa de banquete, um aquário e uma passagem secreta. Que tipo de casa é essa que tem duas tendas de circo e videiras crescendo no interior? É a Calico, uma simpática residência que os dois compraram por pouco mais de US$ 200 mil e a qual passaram os últimos cinco anos transformando num refúgio boêmio.    Composições  Os quartos refletem o uso criativo de materiais e cores. O balcão da cozinha é revestido não com azulejos nem granito, mas com moedas. Gaveteiros modulares da década de 70 que guardam material de costura são pintados com um amarelo vibrante. Um santuário foi construído para abrigar uma torradeira de US$ 200 – o único luxo yuppie confesso de Kat.   No andar de baixo, existe um quarto com um curioso teto curvado, um salão de baile em miniatura onde o casal dá festas, uma clareira no bosque onde já realizaram dois casamentos e um segundo terreno descendo a rua, no qual existe uma piscina. “É legal virar o acampamento ou a pensão de todos os nossos amigos duros”, afirma Kat O'Sullivan.    A casa fica num terreno de seis hectares em meio a uma floresta e ao lado de uma estrada vicinal. O exterior foi pintado com todas as cores do arco-íris, com faixas verticais e horizontais. Uma publicação local batizou o estilo do casal de “renascimento da terra dos doces”.

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