Premiê britânico ameaça Rússia com mais sanções pela crise na Ucrânia

Em um discurso no Parlamento australiano, David Cameron afirmou que as atuais sanções impostas pela Europa e Estados Unidos estão afetando a economia russa

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Rússia será exposta a novas sanções do Ocidente caso não se comprometa com uma solução para o conflito no leste da Ucrânia, disse nesta sexta-feira (14) o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

"A gestão da Rússia na Ucrânia é inaceitável", afirmou Cameron, antes de viajar a Brisbane para participar no sábado e domingo da reunião de cúpula do G20 --grupo das principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento--, que terá a participação do presidente russo Vladimir Putin.

"Se a Rússia adotar uma atitude positiva a respeito da liberdade e da responsabilidade da Ucrânia, as sanções podem ser retiradas", disse Cameron. "Mas, se continuar agravando as coisas, as sanções podem aumentar. É simples assim", completou.

Em um discurso no Parlamento australiano, Cameron afirmou que as atuais sanções impostas pela Europa e Estados Unidos estão afetando a economia russa.

União Europeia, Estados Unidos e Austrália adotaram sanções contra a Rússia por seu papel no conflito do leste da Ucrânia. As potências ocidentais acusam Moscou de apoiar com armas e tropas os rebeldes separatistas.

Na quinta-feira (13), a Rússia negou novamente ter enviado tropas ao leste da Ucrânia.

Os separatistas pró-Rússia e o Exército ucraniano combatem desde abril no leste do país, um conflito que provocou mais de 4.000 mortes e deixou centenas de milhares de deslocados.

Sanções ilegais

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que as sanções econômicas impostas à Rússia por causa da crise na Ucrânia contrariam os princípios do G20 e infringem a legislação internacional.

Putin disse também à agência estatal de notícias Tass que as reservas da Rússia são grandes o suficiente para lidar com qualquer nova crise.

Putin afirmou ainda não descartar que a principal petrolífera russa, a Rosneft, receba dinheiro do Fundo Nacional de Previdência, mas disse que é preciso realizar uma análise completa das necessidades da empresa.

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