Como não dar razão a Kalil?

iG Minas Gerais |

Não foi o jogo dos sonhos e muito menos da realidade. Atlético e Cruzeiro jogam muito mais do que jogaram na primeira partida da final do Copa do Brasil. Além dos dois melhores times do Brasil no momento, estavam em campo a rivalidade, a história do clássico e todos os ingredientes de uma grande decisão. Jogar com dois volantes plantados na frente da zaga foi fundamental para o êxito do Atlético. Os armadores do Cruzeiro não conseguiram criar nenhuma boa jogada. O que muitos enxergam como sorte eu vejo como competência. O que parece momento, para mim é trabalho. Tem muitas coisas no futebol que não precisam ser explicadas, temos apenas que aceitá-las. Sempre defendi, e vou continuar defendendo, que jogos entre Atlético e Cruzeiro devam ser no Mineirão. Mas, como deixar de dar razão ao presidente Alexandre Kalil, que bancou o principal confronto entre os dois clubes no Independência? O estádio é pequeno para o tamanho do jogo, é desconfortável, tem pontos cegos e sem a menor estrutura técnica para o trabalho de profissionais de várias áreas. Mas, e daí? Kalil foi até comedido ao dizer que, no Horto, o Cruzeiro se sente desconfortável. O provável campeão brasileiro da temporada esteve irreconhecível, e o Galo deixou claro que o combustível que move a Massa é a adrenalina.

Expectativa. Os atleticanos, mais do que ninguém, sabem que o título está encaminhado, mas não decidido. A vantagem é boa, mas tudo pode mudar em 90 minutos. O Atlético fez bem o dever de casa e cuidou dos detalhes que cercaram o clássico. Agora, cabe ao Cruzeiro fazer a parte dele. Como dirigentes agem sempre com o coração ou com o fígado, podem esperar algo amargo.

Tensão. Antes de a bola rolar no Independência, o presidente da Federação Mineira de Futebol, Castelar Neto, viveu momentos turbulentos em uma ríspida discussão com o supervisor do Cruzeiro, Benecy Queiroz. Não é tão difícil imaginar o motivo. Nos próximos dias, a FMF vai marcar nova reunião com clubes e Polícia Militar para decidir detalhes do segundo jogo.

Sincero. Estou achando muito divertido ouvir as entrevistas coletivas do técnico Levir Culpi. Elas estão completamente despidas de maldade e de falsidades. Levir passa uma sinceridade difícil de perceber na maioria das pessoas que trabalham com futebol e precisam esconder atos e fatos da imprensa e da torcida.

Bola para frente. Depois do jogo, ainda no vestiário, os jogadores do Cruzeiro tentaram entender os motivos pelos quais o time jogou tão aquém das possibilidades. Marcelo Oliveira tratou de dar força ao grupo, pediu para que todos descansassem, e a ordem é pensar somente em Campeonato Brasileiro. Para ele, o time tem condições de inverter o resultado no Mineirão.

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