Alberto defende contas do Estado

Internamente, o governo de Minas entende que a comissão de transição de Pimentel está politizando a passagem de bastão

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Alberto Pinto Coelho disse que as contas do Estado estão em dia
Carlos Alberto / Imprensa MG
Alberto Pinto Coelho disse que as contas do Estado estão em dia

Apesar das críticas da comissão de transição de Fernando Pimentel (PT) e da atual oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o governador do Estado, Alberto Pinto Coelho (PP), nega que Minas esteja “quebrada”.  

Em meio ao clima de festa da entrega da comenda Ordem do Mérito Legislativo feita pela Assembleia nesta quinta no Expominas, Alberto Pinto Coelho resolveu defender o Executivo, pela primeira vez desde que a transição de governo se iniciou, das acusações petistas.

O governador retrucou os argumentos de que o projeto de aumento de 4,62% no salários dos servidores enviado ao Legislativo representa “uma bomba”. “Existe a data base em outubro, e esse é o momento de examinar a possibilidade de fazer a revisão do salário de diversas categorias. E isso foi feito. Sendo um ano eleitoral, ficamos limitados a dar o aumento apenas na recomposição, segundo a inflação. Quando anunciamos o reajuste, antes da eleição, o governador eleito elogiou.”

Pinto Coelho ainda ressaltou que a situação das contas do Estado estão equilibradas. “O Estado não está quebrado. A finanças estão em dia. Durante 12 anos, os salários são pagos regiamente em dia. Vamos honrar os compromissos com os servidores até o fim do ano. O 13º salário também será pago dentro do prazo legal”, disse, apesar de as informações sobre o caixa do Estado apontarem que Pimentel vai assumir seu mandato com nível de endividamento próximo do limite de 204%, devido a débitos de R$ 79,9 bilhões.

Internamente, o governo de Minas entende que a comissão de transição de Pimentel está politizando a passagem de bastão. Pessoas ligadas ao governo apontam que os encontros entre a comissão e o Executivo são meramente técnicos e não deviam ser transformados em munição política.

Em nota, o Executivo reiterou que, nos últimos dez anos, o índice de endividamento estadual não ultrapassa o limite. 

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