Chega de lamentar o desgaste

Cansaço existe, mas jogadores não acham que o elenco deva se apoiar nisso durante a reta final de 2014

iG Minas Gerais | Josias Pereira |

Focado. Goulart olha para frente e já pensa nos duelos difíceis contra Santos e Grêmio no Brasileirão
DENILTON DIAS / O TEMPO
Focado. Goulart olha para frente e já pensa nos duelos difíceis contra Santos e Grêmio no Brasileirão

Nas últimas semanas, a retórica do cansaço se transformou na principal reivindicação do futebol brasileiro. Sobraram agouros para o calendário, para a desorganização da CBF e sua polêmica decisão de manter jogos em datas da Fifa, e principalmente reclamações das equipes que vêm se desdobrando para suportar a batida pesada de duas competições. O Cruzeiro é um dos clubes envolvidos nessa batalha inglória, tanto que a queda de rendimento do time coincide com o returno do Brasileiro, iniciado em setembro.

Porém, neste momento, o que os jogadores celestes mais querem é que esse discurso não se transforme em uma muleta para justificar os recentes tropeços.

“Cansaço. Essa é uma palavra que a gente está tentando esquecer e superar. É nítido, todos podem analisar, não o nosso cansaço dentro de campo, mas muito pela sequência de jogos e de viagens. “É natural ter esse desgaste, mas acho que dentro de campo estamos superando tudo isso. Precisamos esquecer esses obstáculos porque estamos bem próximos de marcar uma bela história”, ressalta Willian.

Na derrota para o Atlético, nessa quarta-feira, pela partida de ida da final da Copa do Brasil, o Cruzeiro completou sua 70ª partida na temporada, e ainda restam seis duelos. Para se ter ideia, em 2013 foram 63 jogos. Mas os números celestes se equivalem aos registrados por equipes que também se encontram na mesma situação, entre elas o rival Atlético. Os alvinegros ostentam 68 jogos no ano, contando com os amistosos na China.

“Nós não podemos ficar lamentando desgaste. Acho que todas as equipes estão na mesma situação. Teremos partidas decisivas pela frente e precisamos superar tudo. É claro que o desgaste prejudica, mas em uma final a gente tem que correr, dedicar e nos desdobrar em campo”, pontua o volante Henrique.

Mais do que nunca, a Raposa terá que evocar seu espírito astuto para dar o sprint final e atravessar a linha de chegada à frente de seus concorrentes. Após o tropeço no Horto, os jogadores querem virar a chave. O tetra nacional se aproxima, e cada jogo será tratado como uma final.

“Sabemos das dificuldades. São finais no Brasileiro. Temos duas grandes equipes pela frente, o Santos e depois o Grêmio, equipes que ainda buscam algo dentro do torneio. Nós não podemos bobear. Precisamos ampliar nossa vantagem para depois pensar no São Paulo”, finaliza Goulart.

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