Jovem ‘monstro’ na decisão

Melhor jogador do primeiro clássico da final, Jemerson se mantém humilde e com os pés no chão

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Gigante. Jemerson tem mostrado personalidade para encarar desafios em pouco tempo como profissional
Denilton Dias – 12.11.2014
Gigante. Jemerson tem mostrado personalidade para encarar desafios em pouco tempo como profissional

O jeito ainda é de menino. Brincalhão, risonho, um pouco tímido nas entrevistas. Isso, fora de campo. Porque quando está dentro das quatro linhas, o garoto se transforma num gigante. Muitos que desafiaram sofreram quando tiveram o camisa 35 atleticano frente a frente. Que o diga Marcelo Moreno e o Cruzeiro, que caíram na quarta-feira perante um monstro chamado Jemerson.

Se na frente Luan e Dátolo decidiram a favor do Galo, na defesa, o zagueiro parou o boliviano e demais atletas do ataque celeste, fator crucial para o triunfo por 2 a 0. Ao fim da partida, o tormento da Raposa se transformou novamente naquele jovem de 22 anos humilde e alegre, e que dividiu com todos os alvinegros os méritos pelo bom papel desempenhado.

“Eu não parei o Marcelo Moreno, não. O Atlético é que parou o Cruzeiro nessa partida. Tento sempre ajudar meus companheiros da melhor maneira possível”, afirmou ele, com um sorriso largo no rosto.

De qualquer modo, Jemerson está ciente de que teve uma atuação que beirou a perfeição. “Uma partida assim é inesquecível. Espero amadurecer a cada dia. Jogar ao lado desses caras experientes ajuda bastante. Espero que no próximo dia 26, a gente possa sair campeão”, comentou.

Todo desarme feito pelo zagueiro no dérbi resultava em aplausos e gritos vindos da Massa. A categoria para sair jogando também é uma das características principais do estilo de jogo do novo “Luisinho”, apelido que ganhou do técnico Levir Culpi e que passou a ser proliferado pelos colegas de equipe no dia a dia de trabalho e torcedores, que no começo não davam importância ao garoto, mas hoje, mais evoluído, caiu nas graças da Massa atleticana.

Nada mau para um zagueiro que iniciou a temporada 2014 como terceiro atleta da reserva para a posição – o quinto na preferência do então treinador do Galo, Paulo Autuori – e que agarrou com unhas e dentes as cada uma das oportunidades que recebeu ao longo do ano, principalmente após a chegada de Levir.

“Tenho sempre que mostrar valor. Agora, vamos pensar no jogo que teremos neste domingo, dentro de casa, contra o Figueirense. Temos muito pela frente”, ressaltou o beque.

A simplicidade e a humildade, no entanto, não o impedem o jogador de ter ambições. Afinal, todo garoto precisa sonhar. “As atuações dão mais incentivo para trabalhar mais e chegar à seleção”, disse Jemerson.

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