Ambiente de descontração no Red Bull Street Style ameniza rivalidades

Brasileiro garante que boa parte dos competidores vai comemorar título que apareça para adversário

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI* |

Ricardinho participará do Mundial pela primeira vez
FÁBIO PIVA - RED BULL CONTENT POOL
Ricardinho participará do Mundial pela primeira vez

Apesar da vontade de deixar quem aparecer na frente para trás, a final do Mundial do Red Bull Street Style será comemorada tanto por quem ganhar como por quem ficar pelo caminho. "A amizade entre a gente é muito grande, a turma é gente boa e as 'rixas' praticamente não existem", resume o paraense Ricardo de Araújo, de apenas 16, que estreia no evento. Neste sábado, acontece as eliminatórias, que decidem os 16 finalistas da final de domingo. 

Ricardinho se classificou após vencer seletiva nacional, marcando presença ao lado de mais dois brasileiros. Serão 51 jogadores de 42 países, sedentos por convencer os jurados de que suas apresentações merecem uma nota alta.

Cada batalha tem 3min, divididos entre os concorrentes, que precisam dar o seu melhor em três tempos de 30s. "Vamos ficar felizes por qualquer um que venha a ganhar. O fato de ser de outro país não limite em nada a relação que temos", destaca Ricardinho.

Começo veio despretensiosamente. Há cinco anos, ele acompanhou um amigo em uma edição do Jogo das Estrelas, no estádio do Mangueirão, em Belém, sua cidade natal. "Vi um amigo se apresentando e gostei demais. Decidi que também queria fazer isso. Fui para assistir mas virei um praticante", brinca.

Desde então, os treinos são essenciais para uma evolução contínua. "Já melhorei muito, mas muita coisa ainda é difícil de fazer. Percorri um longo caminho para chegar onde estou hoje", lembra. Quando está sozinho, os treinos durante cerca de 2h30. Com os amigos, em momento mais descontraído, a atividade chega a 5h.

Para convencer os jurados, é preciso mostrar frieza e habilidade, desbancando um concorrente de alto nível que estará logo ao lado.

"As boas jogadas nunca podem ficar de fora. Você pode não ter uma nova chance de mostrá-las, então é preciso fazer tudo o que se sabe. Dou meu máximo sempre, não deixo 'cartas na manga' de fora. * o repórter viajou a convite da organização Confira vídeo de batalha de edição de 2013