Servidores afirmam que Samu está jogado ‘às traças’

De acordo com um funcionário, das quatro ambulâncias que prestam atendimento, uma está quebrada; demais veículos estariam com problemas em portas e pneus

iG Minas Gerais | Da Redação |

Veículo sucateado está estacionado na garagem da prefeitura
fotos servidor público
Veículo sucateado está estacionado na garagem da prefeitura

Servidores municipais e vereadores denunciaram, nesta semana, a situação precária com que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está funcionando no município. Segundo eles, ambulâncias paradas por falta de manutenção e até problemas no abastecimento de combustível para transportar pacientes por causa de atraso no pagamento a fornecedores estão colocando em risco a vida de quem necessita desse serviço.

O sucateamento do setor foi discutido na Câmara Municipal pelo vereador Antônio Carlos (PT), que subiu à tribuna na reunião da última terça-feira (11) para cobrar soluções para o problema. “Na semana passada, faltou gasolina para uma unidade do Samu rodar. O motorista da ambulância, que estava com um paciente dentro, teve que puxar diesel de outro veículo para poder continuar atendendo o paciente. Questionei a chefe do Samu sobre isso, e ela disse que só pode abastecer até 12h. Isso é um problema grave de gestão na saúde, que precisa ser resolvido”, criticou o parlamentar.

Mas, de acordo com servidores, tem faltado combustível constantemente. “Nesta semana, também faltou diesel. Na quarta-feira (12), tivemos que deixar uma das ambulâncias paradas porque não tinha combustível no posto da prefeitura. A situação é absurda; médicos, enfermeiros e outros profissionais de braços cruzados, sem atenderem a população, por falta de estrutura”, disse um funcionário, que pediu anonimato por medo de represália.

“Milagre”

De acordo com outro servidor da saúde, que também pediu para não ter o nome revelado por medo de perseguição, o Samu possui apenas quatro ambulâncias para atender aos mais de 400 mil habitantes da cidade, só que um dos veículos está quebrado. Além disso, os demais estão funcionando com problemas.

“Muitas vezes, a sirene não funciona. Tem algumas ambulâncias que estão com problemas na porta, nos pneus. Além disso, como nas UAIs (Unidades de Atendimento Imediato) faltam macas, eles pegam as do Samu, e temos que ficar esperando. Às vezes, ficamos lá por duas horas, só aguardando liberarem a maca, enquanto poderíamos estar atendendo à população”, afirmou o servidor.

“Trabalhar no Samu hoje é fazer milagre. O setor está sucateado, e não temos condições de trabalho. Infelizmente, quem sai perdendo com isso é a população, que não consegue ser atendida”, completou o servidor.

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