Alexandre Kalil acusa juiz federal de agressão a mulher

Presidente atleticano já havia utilizado o Twitter para disparar contra o magistrado André Gonçalves de Oliveira Salce, da 26ª Vara Federal em BH

iG Minas Gerais | da redação |

Kalil afirmou que não está dormindo direito há uma semana
MARIELA GUIMARÃES/O TEMPO
Kalil afirmou que não está dormindo direito há uma semana

O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, não gostou nada da decisão da Justiça Federal, que mandou bloquear os mais de R$ 4 milhões oriundos da renda do clássico desta quarta-feira, no Horto. Após a vitória, o dirigente aproveitou para rechaçar qualquer tipo de dinheiro retido, e também atacar o magistrado André Gonçalves de Oliveira Salce, juiz da 26ª Vara Federal em Belo Horizonte, responsável pelo pedido de bloqueio.

"A renda não está bloqueada, isto é um assunto superado. Temos um acordo publicado no diário da União, assinado pelo ministro Mantega, pela PGFM de Brasília, e pelo Luis Adams, da AGU. Quem está brincando é este rapaz (juiz defederal) que, aliás, é habituado a bater em mulher", disse Kalil, em entrevista à emissora Fox Sports.

Um dia antes do duelo, o presidente atleticano já havia utilizado o Twitter para disparar contra o magistrado, ameaçando ir ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) "ver a vida deste bostinha".

Em nota oficial, o Atlético acusa André Gonçalves de Oliveira de ser um "reconhecido algoz do Atlético em outros processos a ele distribuídos". E a resposta alvinegra diz mais "é ele o mesmo Juiz Federal que, descumprindo o acordo já aprovado pelas autoridades competentes, talvez até por razões clubísticas e oportunistas, não promoveu a suspensão imediata das execuções, conforme as condições de parcelamento documentado e já registrado, inexplicavelmente até agora ignorado". 

O pedido da Fazenda Nacional foi feito em uma das ações contra o Atlético relativa a uma dívida de R$ 11,8 milhões. Em sua decisão, o juiz André Gonçalves de Oliveira Salce observou que o clube tem diversas fontes de renda, mas as execuções não encontram bens penhoráveis.

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