Nathalia Dill, uma atriz de personagens místicas

Acostumada a participar de novelas com temáticas espiritualistas, artista comemora mais uma protagonista, a Laura de "Alto Astral"

iG Minas Gerais | CAIO LÍRIO |

Com seis novelas na bagagem, Nathália Dill vive a protagonista de
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Com seis novelas na bagagem, Nathália Dill vive a protagonista de "Alto Astral"
Nathalia Dill parece que é expert quando o assunto é levar ao público noveleiro personagens em tramas com temática espiritualistas. Quem não lembra da Maria Rita (Santinha) de “Paraíso” (2009), sua primeira protagonista, em um folhetim no qual a religião era o mote principal? Também não podemos deixar de citar o último trabalho da atriz. Em “Joia Rara”, que tinha o budismo como pano de fundo, Nathalia interpretou a vilã redimida Sílvia.    Agora, a moça retorna, no horário das sete, como a mocinha de “Alto Astral”. Na trama de Daniel Ortiz, a jornalista Laura põe em xeque seu noivado com o vilão Marcos (Thiago Lacerda) ao se apaixonar por Caíque (Sérgio Guizé), irmão do mau-caráter. O jovem médico, que tem poderes paranormais e desenha o rosto de uma mulher misteriosa desde criança, acredita que esse amor vem de outras vidas.    Aliás, Nathalia, já viveu outro romance com tons sobrenaturais em “Escrito nas Estrelas” (2010). No folhetim de Elizabeth Jhin, Viviane ficava dividida entre o amor de Daniel (Jayme Matarazzo), morto logo nos primeiros capítulos, e o pai dele, Ricardo (Humberto Martins). Com seis novelas na bagagem, Nathalia falou à SuperTV sobre a nova protagonista do currículo.   Como você define a Laura? Como você foi montando essa personagem?   A Laura é extremamente batalhadora, não espera as coisas acontecerem ou caírem no seu colo. Fui criando por meio do texto e batendo muito papo com o Jorginho (Jorge Fernando, diretor). Acredito também que, quando a gente vai fazendo, atuando mesmo, nós descobrimos muita coisa do personagem nesse percurso. A troca de figurino, o contato com outros personagens, são coisas que ajudam. Eu conversei com jornalistas pra saber um pouco mais sobre esse universo da notícia. Além disso eu conto muito com a bagagem que vem de outros personagens meus. Isso me ajuda a criar os próximos.   Você vem de uma trajetória com três novelas que têm a espiritualidade como temática. Como você enxerga isso? Era algo previsto?   Mera coincidência (risos)! Mas eu acho bonito e interessante. Eu comecei com “Malhação” e logo depois fiz “Paraíso”, que tinha esse lado religioso acentuado. Depois veio “Escrito nas Estrelas”, onde tinha essa questão dos espíritos muito forte e, no último ano, fiz “Joia Rara”, em que o tema era o budismo. Não sei, acho que fazer esse tipo de novela é minha sina (risos).      Você acredita nessa questão espiritual que a novela carrega?   A Laura é bem cética! Não é à toa que ela é uma jornalista. Ela precisa do fatos, de coisas concretas para acreditar. Já eu acredito em tudo (risos). Já conheci um pouco de cada religião e acho que uma complementa a outra. É muito pequeno achar que só uma religião está certa. Mas não tenho uma crença própria que sigo.   Você tem muitas mocinhas no currículo. Como lida com esse fato?   Eu não gosto de classificar esses personagens como mocinhas, nesse sentido sofredor e impassivo da palavra. Pelo menos as que já interpretei, se diferem um pouco do tradicional. Não que elas não sejam românticas, mas não são aquelas mulheres que ficam à deriva na trama. Gosto de pensar no que elas são, não curto rotular. É interessante essa pergunta pois eu comecei minha carreira fazendo a antagonista, a vilã, nem sei como fui cair nesse posto de mocinha (risos).    E em relação a Laura, você enxerga essas características nela?   Com certeza! A Laura não é nada boba. É estranho as pessoas enxergarem dessa forma um personagem que é bom. No cotidiano, as pessoas caem nesse lugar-comum de que o fato de a pessoa ser boa a transforma, automaticamente, em boba. Hoje, a gente vê que o personagem malvado é que é subversivo, engraçado e, por isso, se destaca. Laura é o tipo de personagem que consegue comandar a sua história. Além de ser muito leve. Eu venho de personagens muito densas, acho que é um alívio.   Você costuma mudar o visual para cada personagem que faz. Tem gostado do estilo da Laura?   Gostei bastante, até porque as pessoas estavam acostumadas a me ver com os cabelos muito escuros em cena. Agora, mudei bastante, mas ainda estou me acostumando com esse tom mais loiro. A parte chata pra mim é a franja. É difícil ter franja (risos). Fora o fato de que nenhum diretor tinha feito essa proposta de mudar de forma tão definitiva a cor e estilo dos meus cabelos. Coisas de Jorge Fernando!

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