Estelionatária se passava por engenheira civil e dava golpes em BH

Delegado que investiga o caso acredita que mulher usava seu comércio para lavar dinheiro de crimes; Polícia Civil suspeita que exista quadrilha por trás de presa

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

O titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste, delegado Rodrigo Damiano, afirmou na manhã desta quinta-feira (13), que a estelionatária L.N.O., presa na última terça-feira (11), pode ser integrante de uma quadrilha que age em Belo Horizonte. A mulher foi apresentada à imprensa nesta quinta, junto com os documentos falsos que usava em seus golpes.

"A gente acredita que tenham mais pessoas por trás dela, já que ela não estava fabricando os documentos, então alguém faz isso", justificou o delegado, que agora vai buscar encontrar esses possíveis envolvidos.

Segundo Damiano, a suspeita foi detida ao tentar conseguir um empréstimo de R$ 27 mil em um banco, na região Noroeste da capital, nessa terça. Um funcionário da agência, do setor de fraudes do banco, desconfiou da documentação apresentada pela mulher e chamou a polícia, que conseguiu prendê-la dentro de um ônibus, com um documento falso.

A partir daí, começaram as investigações. Na casa da suspeita, a polícia encontrou 15 identidades com nomes de terceiros. "Ainda, achamos uma carteirinha da Universidade Federal de Belo Horizonte, e não, de Minas Gerais. Ela se apresentava como engenheira civil", revelou Damiano.

A suspeita já chegou a usar 12 documentos diferentes a fim de conseguir empréstimos bancários, financiamentos de veículos e crediários em lojas. Além disso, a investigação, que ainda está em fase inicial já revelou que a mulher tem passagem pela polícia pelo mesmo crime em 2010. 

"Quando presa, ela confessou que estava tentando mesmo dar um golpe no banco, mas não se pronunciou sobre os vários documentos encontrados na casa dela", explicou o delegado.

A mulher possui um sacolão no bairro Goiânia, na região Nordeste de Belo Horizonte, e a polícia acredita que ela utilize o comércio para lavar o dinheiro dos golpes. A suspeita está detida no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Centro-Sul.

Leia tudo sobre: estelionatoestelionatáriagolpesengenheira civilsacolão