Exame de DNA que pode identificar tenente fica pronto em até 30 dias

Não foi possível fazer o reconhecimento visual do corpo da oficial, já que é uma ossada; irmãos vão tirar sangue nesta quarta

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

CIDADES - 07/05/2014 15h15 - Atualizado em 07/05/2014 16h51
Polícia procura tenente da Aeronáutica desaparecida em BH
Mulher foi vista pela última vez no sábado (3), após sair de casa com carro.
Casa da militar fica no bairro Prado, na Região Oeste da capital.

tenente Mirian Tavares foi vista pela última vez no
sábado (3).

Foto: Divulgação/Polícia Civil
CIDADES - 07/05/2014 15h15 - Atualizado em 07/05/2014 16h51 Polícia procura tenente da Aeronáutica desaparecida em BH Mulher foi vista pela última vez no sábado (3), após sair de casa com carro. Casa da militar fica no bairro Prado, na Região Oeste da capital. tenente Mirian Tavares foi vista pela última vez no sábado (3). Foto: Divulgação/Polícia Civil

O exame de DNA que pode identificar a ossada encontrada na Serra de Itabirito, na região Central do Estado, como sendo da tenente Mirian Tavares, desaparecida em maio, pode ficar pronto em até 30 dias. Os irmãos do oficial cederão material genético nesta quinta-feira (13).

Segundo Rique Tavares, familiares estão no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.

“Não deu para reconhecer pela ossada. Eu e meu irmão vamos colher o sangue ainda hoje. Porém, pode demorar até um mês para sabermos se os restos mortais são da Mirian”, explicou.

Os parentes da tenente saíram de Varginha, no Sul do Estado, onde a família mora, na madrugada desta quinta com destino à capital. Além dos irmãos, um tio e um primo da mulher estão na cidade.   

Nessa quarta-feira (12), o carro da tenente foi encontrado caído em uma ribanceira, na altura do KM 46 da BR-356, próximo à Serra de Itabirito.

A cerca de 50 metros do veículo foi encontrada uma ossada e documentos em nome da tenente.

Relembre o caso

No dia 3 de maio deste ano, Mirian saiu do apartamento, no Prado, região Oeste de BH, deixando para trás roupas, objetos pessoais e celular. A mulher pegou apenas a carteira militar e a carteira de motorista.

Ela deixou uma carta no imóvel em que, segundo a irmã Beatriz Rodrigues Tavares, escreveu que estava muito triste, mas não sabia o motivo.

“Pensamos que ela pegaria a estrada para espairecer, como estava acostumada a fazer algumas vezes, e voltaria para casa, mas isso não aconteceu”, explicou Beatriz na época.

Além disso, conforme familiares, nos meses que antecederam o sumiço, a tenente apresentava um comportamento diferente. Na Páscoa, última vez que a militar esteve em Varginha para visitar os familiares, Beatriz notou que a irmã estava muito calada. Ela foi questionada se teria acontecido alguma coisa, mas disse que estava tudo bem.

Mirian é uma pessoa muito reservada, e a família não tinha conhecimento de nenhum envolvimento amoroso da tenente.

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