Trabalhadores pedem ao G20 mais recursos para combater epidemia

Enfermeira liberiana Laurene Wisseh afirmou que os trabalhadores do setor de saúde se viram obrigados a usar bolsas de plástico para proteger-se do contágio, diante da falta de luvas e roupas adequadas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Trabalhadores do setor de saúde da África, que estão na frente de batalha contra a epidemia no ebola, pediram nesta quinta-feira (13) aos líderes do G20 mais recursos para lutar contra a doença e denunciaram as precárias condições de trabalho.

A enfermeira liberiana Laurene Wisseh afirmou que os trabalhadores do setor de saúde se viram obrigados a usar bolsas de plástico para proteger-se do contágio, diante da falta de luvas e roupas adequadas.

Um motorista de ambulância, Gorden Kamara, disse que a Libéria tem apenas 15 veículos do tipo para 1,5 milhão de pessoas e um médico para cada 14.000 habitantes, enquanto no Reino Unido são 40 médico para cada 14.000.

"Não temos nada", disse por Skype em uma conferência em Brisbane, leste da Austrália, que receberá a reunião do G20 --grupo com as 20 maiores economias do mundo.

"A falta de equipamento de proteção e de instalações de saúde propiciaram uma elevada taxa de contágios e mortes entre os trabalhadores de saúde, o que resultou no abandono hospitais e clínicas", explicou.

Vários líderes dos países do G20 e de organizações internacionais começam a chegar nesta quinta-feira (13) à cidade de Brisbane, na Austrália, para a cúpula internacional que acontecerá no fim de semana.

A epidemia de ebola na África ocidental será um dos principais temas da reunião do G20.

Os membros do G20 são a União Europeia, o G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia.

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