Irmãos de tenente viajam de Varginha para BH após encontro de ossada

Parentes devem ceder material genético para exame de DNA; carro da oficial e restos mortais foram encontrados após mais de seis meses de desaparecimento de mulher

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Dois irmãos da tenente Mirian Tavares, desaparecida no dia 3 de maio deste ano, saíram de Varginha, no Sul de Minas, com destino a Belo Horizonte na madrugada desta quinta-feira (13). Os familiares chegam viajam para a capital após uma ossada ter sido encontrada perto do carro dela.

Segundo Rique Tavares, ele e o outro irmão de Mirian seguiram diretor para o Instituto Médico Legal (IML) de BH. “Estamos levando algumas radiografias, que talvez possa ajudar na identificação. Provavelmente, faremos um exame de DNA, mas não sabemos se o sangue será recolhido ainda hoje”, explicou.

Abaladas emocionalmente, a mãe e a irmã da oficial ficaram em Varginha. Parentes de Mirian, que moram em Itabirito, na região Central de Minas, também devem seguir para BH. Nessa quarta-feira (12), o carro da tenente foi encontrado caído em uma ribanceira, na altura do KM 46 da BR-356, próximo à Serra de Itabirito.

A cerca de 50 metros do veículo foi encontrada uma ossada e documentos em nome da tenente. O veículo tinha manchas de sangue. O delegado da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, Thiago Saraiva, peritos e um delegado da Polícia Federal acompanharam os trabalhos dos bombeiros.

A Aeronáutica ainda não se manifestou sobre o encontro do automóvel e dos restos mortais. 

Relembre o caso

No dia 3 de maio deste ano, Mirian saiu do apartamento, no Prado, região Oeste de BH, deixando para trás roupas, objetos pessoais e celular. A mulher pegou apenas a carteira militar e a carteira de motorista.

Ela deixou uma carta no imóvel em que, segundo a irmã Beatriz Rodrigues Tavares, escreveu que estava muito triste, mas não sabia o motivo.

“Pensamos que ela pegaria a estrada para espairecer, como estava acostumada a fazer algumas vezes, e voltaria para casa, mas isso não aconteceu”, explicou Beatriz na época.

Além disso, conforme familiares, nos meses que antecederam o sumiço, a tenente apresentava um comportamento diferente. Na Páscoa, última vez que a militar esteve em Varginha para visitar os familiares, Beatriz notou que a irmã estava muito calada. Ela foi questionada se teria acontecido alguma coisa, mas disse que estava tudo bem.

Mirian é uma pessoa muito reservada, e a família não tinha conhecimento de nenhum envolvimento amoroso da tenente.  

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