Disputa interna para votação

O vereador Arnaldo Godoy (PT) entende que está cada vez mais difícil colocar a culpa do ritmo lento na oposição

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

A reunião do colégio de líderes da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), convocada nesta quarta pelo presidente Léo Burguês (PTdoB), pouco adiantou. Os parlamentares votaram apenas um dos 12 vetos que estavam na ordem do dia. O ritmo lento evidencia que a base de governo está desmobilizada e se dividindo em torno dos candidatos à presidência do Legislativo, Orlei Pereira (PTdoB) e o vice-presidente Wellington Magalhães (PTN).  

Durante a reunião, a oposição, capitaneada pelo PT, concordou em apreciar cinco vetos até sexta-feira. Em troca, os petistas vão se reunir com o Executivo para conversar a respeito de projetos enviados à Casa.

Após o fim do encontro de lideranças, os parlamentares foram ao plenário para cumprir o combinado. Mas a sessão não durou mais do que o tempo necessário para a manutenção de um veto. A própria base governista provocou a queda de quórum da sessão.

De acordo com um vereador que pediu anonimato, a disputa pela presidência da Casa, que acontece no dia 12 de dezembro, entre dois vereadores do grupo de sustentação do Executivo, é o motivo. “A divergência em época de disputa é normal. Assim que a eleição passar, a base volta a se aglutinar”, explicou.

O vereador Arnaldo Godoy (PT) entende que está cada vez mais difícil colocar a culpa do ritmo lento na oposição. “Estávamos todos no plenário. Se a base do governo fez cair o quórum, são eles que têm que se resolver”, argumentou. 

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