Castello Branco ganha apoio

Engenheiro, ex-presidente da Usiminas e ex- diretor da Vallourec é cotado para presidir a estatal

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Negativa. 
Marco Antônio Castello Branco negou ontem que o convite já tenha sido formalizado
DANIEL IGLESIAS/O TEMPO
Negativa. Marco Antônio Castello Branco negou ontem que o convite já tenha sido formalizado

O engenheiro Marco Antônio Castello Branco é dado como certo para assumir a presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O nome do ex-presidente da Usiminas e ex-diretor da Vallourec na França é uma indicação pessoal do próprio Fernando Pimentel (PT). Polêmico, Castello Branco integra a atual equipe de transição do governo do Estado.  

O executivo já se reuniu com o Sindicato dos Eletricitários de Minas (Sindieletro-MG) na última segunda-feira. Outro encontro está marcado para a próxima semana com a direção da estatal. Oficialmente, a reunião desta semana faz parte da agenda da equipe de transição.

O deputado federal reeleito Miguel Corrêa (PT) diz que ainda não há nada concretizado, mas aprova a indicação. “É uma pessoa respeitada e que tem uma visão executiva muito apurada. A imagem que temos dele é de um grande e eficiente executivo”, diz.

Um outro petista próximo a Pimentel diz que Castello Branco terá “papel importante no governo”. O cacique diz que as indicações de Pimentel estão sendo todas muito respeitadas.

“Ele (Pimentel) está com total carta branca. O Marco Antônio é uma pessoa disciplinada, que trabalha com metas e tem toda a confiança do núcleo do Pimentel”, afirma, sem confirmar que o martelo já foi batido sobre o nome.

Outro líder petista diz que uma qualidade do empresário é nunca “ter ido para o lado dos tucanos”.

O engenheiro nega que esteja com o destino selado. “Não tem absolutamente nada disso. Meu compromisso hoje é colaborar com a equipe de transição”, disse. Questionado se aceitaria o convite, disse “não sei, depende da situação”.

No mercado, o nome de Castello Branco é bem cotado. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Júnior, diz que ele é um dos melhores quadros do Estado. “É grande administrador, com experiência internacional. É preocupado com as coisas de Minas. Quando foi diretor da Vallorec, trouxe a fábrica da empresa para Jeceaba”, disse.

O engenheiro teve uma passagem conturbada nos dois anos que ocupou a presidência da Usiminas. Ele assumiu o posto com a função de reduzir custos e mudar processos e deixou a empresa em meio a uma queda de braço com os funcionários.

“Ele demitiu 3.000 funcionários e registrou queda na produtividade. É difícil de lidar”, diz um alto funcionário da Usiminas.

Segundo Machado, a passagem polêmica do engenheiro pela Usiminas não tira seus méritos. “O momento da Usiminas era difícil.”

Páreo. Além de Marco Antônio Castello Branco, o ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Mauro Borges e o engenheiro José da Costa Carvalho Neto, que já foi diretor da Cemig, estão entre os que podem substituir Djalma Morais.

Conselheiros

Diretoria. Também devem ser trocados os 11 diretores da Cemig e os 20 conselheiros. O mandato deles iria até abril de 2016, mas eles podem ser destituídos pela assembleia geral.

Transição A comissão de transição de Fernando Pimentel (PT) se reuniu nesta quarta pela 6ª vez na Cidade Administrativa. Como definido no cronograma pactuado entre o novo governo e a atual gestão, foi apresentado o diagnóstico e o organograma da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor). Pimentel pretende transferir a gestão da pasta para o Norte de Minas, com o objetivo de deixá-la mais próxima das demandas locais. A ação faz parte das promessas de campanha, quando o petista afirmou que iria fazer um governo regionalizado.

Quem é Castello Branco, 48, mineiro, engenheiro metalúrgico formado na UFMG e com mestrado e doutorado na Alemanha. Embora tenha ingressado na antiga Mannesmann (atualmente V&M Tubes), em Belo Horizonte, como engenheiro metalúrgico em 1984, Castello Branco, a partir de 2000, fez uma carreira meteórica dentro da Vallourec, sendo diretor da empresa na França, de onde saiu para presidir a Usiminas. Conhecido pela personalidade forte e por decisões polêmicas.

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