Prefeitura orienta hospitais a não seguirem nova regra

Além disso, Márcia explica que tudo o que é levado para a Justiça tem terminado em acolhimento e isso é, para ela, preocupante

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Os profissionais de saúde de Belo Horizonte e a própria prefeitura da capital não receberam bem a recomendação do Ministério Público. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se posiciona contra a medida, e a orientação é para que os profissionais não sigam a determinação.  

“Estamos nos posicionando para que os profissionais não respeitem a recomendação e isso vai ser feito por escrito, tanto para os centros de saúde quanto para as maternidades. O nosso posicionamento é no sentido de esgotar todas as possibilidades do cuidado e da assistência antes e encaminhar para a Justiça”, afirma a coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da secretaria, Márcia Parizzi.

O entendimento da secretaria é que deve haver um tratamento individualizado e, em casos de negligência, que o Conselho Tutelar seja acionado e continue o acompanhamento. “Não é missão do profissional da saúde levar para o Ministério Público essa condição de uma mulher ser usuária de drogas ou dependentes”, explica.

Além disso, Márcia explica que tudo o que é levado para a Justiça tem terminado em acolhimento e isso é, para ela, preocupante. “Levar essas crianças para as instituições de acolhimento é uma medida excepcional feita quando todas as possibilidades foram esgotadas e não é isso que a recomendação diz”. 

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