Tiago Abravanel prepara CD e expansão da turnê

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |


Artista também estreia filme e deve voltar à televisão em 2015
AdrianoFagundes
Artista também estreia filme e deve voltar à televisão em 2015

Há cinco anos, Tiago Abravanel era apenas um ator coadjuvante, ganhando alguma visibilidade em espetáculos musicais, mas geralmente “atrás de trabalho”, como ele define sua vida na capital carioca antes da fama. Hoje, depois integrar o elenco de duas novelas globais, “Salve Jorge” e “Joia Rara”, ser sucesso de críticas em “Tim Maia – Vale Tudo, O Musical”, e cantar com Ivete Sangalo no Brazilian Day, em Nova York, o multiartista nascido na capital paulista e radicado no Rio de Janeiro está prestes a lançar seu primeiro disco.

Inspirado no show “Eclético”, ele ainda vê com receio a entrada no mercado fonográfico, e conta que deve voltar à televisão em breve e à telona em janeiro de 2015, com a estreia do longa “Amor em Sampa”, dirigido por Bruna Lombardi. Em conversa com o Magazine, o artista falou sobre sua recente aproximação com o avô Silvio Santos, a relação apaziguada entre Globo e SBT, a vontade de compor suas próprias canções e a aversão ao heavy metal – único estilo musical que ele não escuta. Entrevista

Você tem uma carreira iniciada com musicais e ficou famoso pelo espetáculo “Tim Maia”. Essa imagem te incomoda? Não incomoda a associação, que é mais do que natural. Mas muita gente acha que eu apareci do nada com o “Tim Maia”, mas já tinha feito vários musicais – como “HairSpray” e “Miss Saigon” –, além de atuar na época do “Tim” em uma novela (referência a “Amor e Revolução”, exibida pelo SBT em 2011). Só tenho um mês da turnê do “Eclético”, e as pessoas pedem pra eu cantar o Síndico da plateia. Mas essa imagem vai passando com o tempo. Quando você decidiu que iria cantar e como começou? Foi durante as apresentações do “Tim Maia” mesmo. Montei uma banda e comecei a fazer uns casamentos, cheguei a cantar em uns dez. Foi uma espécie de teste, antes de me projetar ao palco. Ninguém me reconhecia tanto na rua, era até divertido. Quais são seus estilos musicais preferidos? Olha, depende muito do meu humor, mas eu ouço de tudo: rock, pagode, sertanejo, axé – e canto de tudo também. A única coisa que não dá para mim é heavy metal. É um estilo que não gosto mesmo e minha voz não encaixa com o peso desse tipo de música. Acho muito difícil e respeito quem faz. Como é a sua relação com o Silvio Santos? Eu me aproximei do meu avô depois que minha carreira artística começou a crescer. Antes, a gente se via pouco, não tinha essa de um avô que vai na minha casa, me leva presente e tal. Hoje, a gente até almoça junto, se bobear, com frequência (risos). Ele é uma inspiração para mim.   Pensa em gravar um disco baseado na turnê do “Eclético”? Alguma composição autoral? Essa ideia existe e vai acontecer no segundo semestre de 2015. Inclusive preparamos um vinil, e quero divulgar durante a expansão da turnê. Ano que vem, vou para cidades que nunca fui, dar um gás maior no “Eclético”. Tenho vontade de compor, muita mesmo, e às vezes até tento. Mas ainda tenho medo de me arriscar nessa área e também falta tempo. Projetos para o ano que vem? Estou no filme da Bruna Lombardi que estreia em janeiro, “Amor em Sampa”, e ando ensaiando uma volta às novelas no ano que vem.

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