Assembleia agora atesta que CPI tem 27 assinaturas

Instalação da comissão depende, de acordo com a Assembleia, de uma definição da Mesa Diretora da Casa

iG Minas Gerais | Lucas Ragazzi* |

Requerimento da CPI do Mineirão possui 27 assinaturas
Reprodução/CPI
Requerimento da CPI do Mineirão possui 27 assinaturas
Ao contrário do que informou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ao longo do último mês, o requerimento que pede a criação da CPI do Mineirão possui 27 assinaturas, o necessário para que o colegiado seja instalado para investigar eventuais irregularidades na concessão do maior estádio de Minas à iniciativa privada. No dia 7 de outubro, a oposição ao governo do Estado anunciou que havia obtido as assinaturas mas, menos de 24 horas depois, a Casa informou pela primeira vez que dois deputados pediram, por requerimento, que seus nomes fossem retirados do documento. A versão foi mantida até a última terça-feira (11). Na quarta-feira (12), no entanto, após a coluna Aparte solicitar acesso aos requerimentos e a ata do dia 8 de outubro, dia seguinte ao protocolo da CPI, a Assembleia informou que houve um erro e que, na verdade, o documento tem sim o número de assinaturas necessário à abertura da comissão. Antes da nova resposta da Assembleia, o Aparte chegou a conversar com a maioria dos deputados que subscreveram o requerimento e, categoricamente, nenhum deles confirmou ter retirado seu nome da lista. Com isso, a instalação da CPI depende, de acordo com a Assembleia, de uma definição da Mesa Diretora da Casa. Ainda de acordo com a assessoria, não há um prazo limite para que essa decisão seja tomada. A oposição começou a recolher assinaturas em fevereiro e demorou oito meses para conseguir completar a relação, um dia após a eleição. A parceria público-privada entre o Estado e a Minas Arena, que administra o estádio, e polêmica. Em 2013, o governo estadual precisou arcar com o montante de R$ 44,4 milhões para cobrir o prejuízo da empresa, que operou no vermelho. O valor se refere ao lucro mínimo de R$ 3,7 milhões mensais assegurado pelo Estado ao consórcio, conforme está previsto no contrato.   *Com supervisão de Ricardo Corrêa